Para Daniel Oliveira a opção pelo ERC, depois de dois anos no WRC, “é consequência da alta qualidade da competição, uma vez que reúne pilotos rápidos e carros de alta qualidade. Por outro lado, a cobertura do Eurosport é um factor importante para os patrocinadores, que tem uma visibilidade ao nível do WRC”.
Ao ser o único piloto brasileiro a competir, esta temporada fora do seu país, Daniel Oliveira assume o papel de embaixador do Brasil e pode ser o catalisador do regresso do Mundial às estradas de terra do país verde e amarelo, com o piloto a lembrar que “como consequência do facto do Paulo Nobre e eu termos competido no Campeonato do Mundo, os ralis brasileiros conheceram uma enorme evolução. Essa evolução traduz-se num crescente número de participantes, pelo que todas as esperanças são possíveis”.
Para António Costa, o facto de ser a primeira prova coloca “naturais dificuldades de adaptação. Mas com o trabalho que desenvolvemos em Portugal e nos últimos dias aqui, a adaptação é cada vez maior e estamos cada vez mais sintonizados, pelo que estamos convictos que vamos alcançar um bom resultado”.
Já Manfred Stohl fez questão de salientar que “as transmissões do Eurosport são importantes e motivadoras para pilotos e marcas, que estão cada vez mais envolvidas no ERC”.
Em relação aos pneus, o Director Desportivo da equipa sublinhou que “a melhor opção é utilizar ser pelos mais duros, para resistirem ao desgaste de um asfalto muito abrasivo, mas vai ser difícil fazer a gestão do seu desgaste”.
Daniel Oliveira sexto no “shakedown”
Após cumprir oito passagens pelo “shakedown”, sendo o piloto que mais vezes o percorreu, Daniel Oliveira acabou por registar o sexto tempo, a 2,6 s, do polaco Robert Kubica (Citroen DS3 RRC), que foi o único a chegar ao segundo 26, nos 2,55 km do traçado escolhido pela organização para os pilotos experimentarem os carros em condições de corrida.
Para o piloto, “foi um bom começo, se pensarmos que estive quatro meses parado e tenho um novo navegador, pelo que só posso estar confiante, para os dois dias que se seguem”.
Tempos do “shakedown”:
Robert Kubica/Maciek Baran (Citroen DS3 RRC), 1.26,5; Jan Kopecky/pavel Dresler (Skoda Fabia S2000), 1.27,1; Luis Monzon/Jose Carlos Deniz (Mini John Cooper Works RRC), 1.27,1; Craig Breen/Paul Nagle (Peugeot 207 S2000), 1.28,6; Jeremi Ancian/Gilles de Turckheim (Peugeot 207 S2000), 1.28,8; Daniel Oliveira/António Costa (Ford Fiesta RRC), 1.29,1; Jean-Mathieu Leandri/Renaud Jamoul (Peugeot 207 S2000), 1.31,4; Janos Puskadi/Barnabas Godor (Skoda Fabia S2000), 1.31,5; Antonin Tlustak/Lukas Vyoral (Skoda Fabia S2000), 1.32,3; Enrique Garcia/Pablo Marcos (Citroen DS3 R3T), 1.32,7











