A menos de um mês da data marcada para o arranque do Campeonato de Ralis dos Açores, dois dos principais nomes da disciplina a nível local, Gustavo Louro e Horácio Franco, anunciaram a renúncia a esta competição.
A Tabaqueira deixou de ter interesse no mercado açoriano, retirando a Gustavo Louro o seu principal apoio. O piloto da ilha Terceira, que já vendeu o Subaru Impreza N12 a Fernando Casanova, tem previsto a participação apenas nos ralis da Terceira. Neste momento, a grande dúvida é saber qual viatura a utilizar, podendo a escolha recair num Renault Clio S1600.
Para Horácio Franco, o constante aumento dos custos para as necessárias evoluções mecânicas do seu carro e a manutenção do valor do patrocínio por parte da Fábrica de Tabaco Micaelense foram as principais causas para o abandono, a que se junta o desgaste de um campeonato extremamente longo. O piloto vai apenas disputar o Vodafone Rali de Portugal e o SATA Rali Açores com o actual Mitsubishi Lancer Evo IX.
Estas duas desistências de pilotos apoiados por fábricas de tabaco acontecem, curiosamente, na semana em que o Governo Regional dos Açores viu aprovada na Assembleia Legislativa Regional a lei que permite a publicidade ao tabaco nas provas desportivas de carácter regional.
No plano oposto, Fernando Peres, actual campeão em título, já garantiu que vai renovar a aposta no campeonato, estreando mesmo um novo Lancer Evo IX adquirido à Ralliart Itália.
Primeira prova em dúvida
Outra dúvida que paira no ar é a realização da primeira prova do campeonato, o Rali da Ribeira Grande, agendado para 17 de Março e a cargo do Grupo Desportivo Comercial. O clube reuniu em Assembleia-Geral no passado dia 5 para aprovação de contas e eleição de novos corpos gerentes. Só que a falta do documento referente ao relatório e contas levou à suspensão da mesma para o dia 28 do corrente mês. Em face disto, a única lista proposta anunciou já, na passada quinta-feira, que vai retirar a sua candidatura ao acto eleitoral.










