Um dos grandes segredos de competitividade em ralis de terra de qualquer carro de ralis é a sucapacidade de motricidade. Para explorarem resultados a este nível, as equipas dos World Rally Cars tentam optimizar o trabalho de afinações de suspensão e dos diferenciais. Mas, neste último caso, há regras importantes a cumprir para estancar os custos de desenvolvimento, já que no início da temporada a FIA obriga a definir ‘links’ (conjuntos de afinações de diferenciais), escolhendo depois das equipas em que provas querem partilhar esses ‘links’. Na prática, as equipas oficiais podem usar o mesmo ‘link’ durante três provas (terão que manter esse conjunto de afinações durante três ralis) e no caso das equipas oficiais de segunda linha (Volkswagen Motorsport II e Hyundai Motorsport N) esse número é menos limitativo porque desce para dois ralis.
A Hyundai, por exemplo, está a estrear em Portugal, um novo ‘link’ para os i20 WRC, que será também obrigada a usar, na próxima prova, o Rali da Sardenha. Como explica Rui Soares, engenheiro responsável pelo carro de Hayden Paddon, “as mudanças nos diferenciais são controladas. No México e Argentina usamos um ‘link’e agora em Portugal e Sardenha usamos outro e tudo bate certo porque os dois primeiros ralis tinham um tipo de piso e agora Portugal e Sardenha têm um piso diferente mas também aproximado. Como se percebe México e Argentina, são realidades totalmente diferentes de Portugal e Sardenha, não ao nível de relação final de diferencial, mas a nível de rampas, cargas, etc”.
Mas se até aqui as ‘links’ tem batido certo com o atual calendário de provas, no futuro, as haverá situações mais complicadas para gerir pois como refere o mesmo responsável, “no final do ano temos um link entre a Alemanha e a França (ambos ralis de asfalto) que é um pouco difícil de conjugar porque temos o Rali da Austrália (terra) no meio. O truque é sempre tentar agrupar os ralis mais parecidos, o que fazemos também com a Finlândia e a Polónia, sempre tentando combinar os set up de modo a ficarem otimizados para as duas provas. Contudo, a decisão do ‘link’ que escolhemos é sempre feita numa parceria de ideias entre o engenheiro e o piloto”.
Foto: @world







