Vítor Pascoal: “Quem não tiver um R5 o que é que vai fazer para o CNR? Nada…” 

Por a 31 Janeiro 2016 16:23

Regresso ao passado! A FPAK decidiu este ano juntar os Campeonatos FPAK de Ralis Norte, Centro e Sul numa única competição, que passa a ser denominada Campeonato de Ralis FPAK. Desta forma, recupera-se uma ‘fórmula’ de sucesso, o Open de Ralis, que tantas saudades deixou no seio dos pilotos de ralis. Nesse tempo, o que se pode considerar a 2ª divisão dos ralis nacionais teve inúmeros eventos com um leque de inscritos e competitividade de encher o olho.

Nesse tempo, Vítor Pascoal ainda andava pelo campeonato principal, mas hoje em dia é um dos cabeças de cartaz dos campeonatos FPAK, e sobre esta questão, depois de ter confirmado a presença no Campeonato de Ralis GT (uma competição que se vai dividir entre os campeonatos principal e secundário), deu uma perspetiva bastante curiosa relativamente ao que podem ser os ralis em Portugal este ano: “Acho que foi uma decisão acertada porque até aqui não havia um segundo campeonato e agora passamos a ter essa possibilidade – vamos chamar-lhe uma segunda liga.”

Para o piloto, o Campeonato de Ralis FPAK poderá bem vir a ser o destino de muitos pilotos que atualmente militam no Campeonato Nacional de Ralis. “É uma solução para a qual não é preciso um orçamento tão grande como atualmente para o CNR. A competição poderá ter cerca de 15 bons carros, mas muitos outros, podem rumar ao novo campeonato. Eu vou de Porsche 997 GT3 disputar o Campeonato de Ralis GT mas, se não fosse, questionaria se não seria melhor montar um projeto válido para o Campeonato de Ralis FPAK, que acho que é o melhor para quem tiver um Mitsubishi, por exemplo. Porque o que é que esses pilotos vão fazer para o nacional? Acho que nada. Ninguém lhes vai dar visibilidade, a começar pela comunicação social. As pessoas só irão ligar a meia dúzia de R5 e todos os outros projetos não vão suscitar interesse. Por isso acredito que toda a gente vai reencaminhar esses projetos para o Campeonato de Ralis FPAK.”

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6 comentários

  1. Kankkunenfan

    31 Janeiro, 2016 at 18:35

    Quem não tiver um R5, mostra como com um S2000 ou um R4 se bate um. Olhe-se para as listas lá fora, onde se encontra este numero de R5?

  2. rosmanao

    31 Janeiro, 2016 at 20:47

    Já vi um campeão a bater os R5 com um S2000…

  3. José Alves

    31 Janeiro, 2016 at 23:06

    É aparentemente interessante, mas se nos focarmos na nossa realidade, a coisa não muda de figura, senão vejamos:
    Um dos bons pilotos em Portugal em S2000, faz aquecer o dedo grande do pé direito, a um outro qualquer que esteja montado em R5. Porquê? porque a diferença não está na máquina, mas sim em quem sabe tirar o máximo partido dela, e isso é assunto para poucos.
    O quadro que se tem desenhado ultimamente, é que parece bem para as reportagens, para a opinião em geral dos menos atentos e dá conforto emocional aos próprios, embora desembolsem uns bons kilos de €€€€€, mas isso é com eles e não com a competição em si.
    Vamos verificar os níveis a partir de Março, e depois teremos várias ocasiões para dar continuidade ás mais variadas opiniões que de momento, parecem estar em profunda análise laboratorial…. oxalá saia boa coisa!

  4. vale46

    31 Janeiro, 2016 at 23:42

    Poderemos ser quem mais R5’s vai ter, mas tirando esses nada mais e o problema está aí, o fosso entre os melhores e o “resto” e o “resto” faz falta, nunca poderemos ter o melhor campeonato da europa como dizem, olhem os franceses e o campeonato belga, ha de tudo, Wrc, R5, S2000, R4, R3, R2, R1, GTs, e cá tirando 10/12 R5 o que é muito bom, o que mais temos?

    • Kankkunenfan

      1 Fevereiro, 2016 at 0:20

      Para além de que a olhar para a média de idades dos pilotos que vão andar a lutar pelo campeonato, chega-se rápido à conclusão que os R5, só por si, não fazem um bom campeonato! Se vem cá testar um piloto de fora num dos ralis, envergonha a maioria deles. Bem fez o Gago, Pita e agora o Marco Cid. Porque ninguém faz futuro nos ralis a partir de um R5 e as restantes classes (por onde passa a formação) estão na cave, bem distantes desta montra de luxo. Montra essa que quebra de imediato se fizerem o rali de Portugal ao lado dos medianos pilotos do WRC2. Por aí se mede o campeonato que temos, não é por nada que o ultimo grande piloto que vingou lá fora não mexeu uma palha nos últimos anos para voltar ao CPR.

  5. direitaputa

    2 Fevereiro, 2016 at 15:33

    é cada um!!!!!!!!!!

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