Resiliência em Amarante: João Rodrigues supera contratempos no Rali Terras d’Aboboreira

Por a 22 Abril 2026 12:05

A dupla João Rodrigues e Bruno Carvalho concluiu a ronda de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma recuperação notável, após uma sucessão de incidentes técnicos e mecânicos. Ao volante do Peugeot 208 Rally4, a dupla garantiu o quinto lugar na Peugeot Rally Cup Ibéria e a quarta posição entre os portugueses nas Duas Rodas Motrizes (2RM).

O Rali Terras d’Aboboreira revelou-se um teste de resistência para João Rodrigues logo antes do arranque oficial. Um percalço no shakedown — uma saída de estrada que o piloto prontamente assumiu como erro próprio — condicionou a preparação da equipa. Por precaução, a dupla optou por não realizar mais passagens para preservar a integridade do carro, que apresentava danos ligeiros no para-choques, focando-se no início da competição em Amarante.

O desafio físico da direção assistida

Se o início foi atribulado, a primeira Prova Especial de Classificação (PEC) agravou o cenário. Uma avaria na direção assistida do Peugeot 208 Rally4 resultou na perda imediata de 1 minuto e 6 segundos para a liderança. Para além do prejuízo cronométrico, o incidente exigiu um esforço físico hercúleo ao piloto para manter a viatura em estrada nas exigentes secções de terra.

“Guiar estes carros sem direção assistida não é brincadeira”, desabafou João Rodrigues, sublinhando o enorme desgaste sofrido durante o primeiro troço. A equipa técnica logrou resolver o problema na ligação para a PEC 2, permitindo o início de um “novo rali”, ainda que com uma desvantagem já dificilmente recuperável face à concorrência direta.

Gestão estratégica e o ponto extra na Power Stage

Perante a distância para o topo da tabela, Rodrigues e Carvalho adotaram uma postura pragmática. Em vez de arriscarem uma recuperação impossível, optaram por uma gestão criteriosa da mecânica e dos pneus, aguardando por falhas alheias e focando-se em terminar a prova. O piloto explicou que a estratégia passou por “não correr riscos e garantir a chegada ao fim”, lembrando que a imprevisibilidade é intrínseca à modalidade.

Esta contenção permitiu chegar à fase final com o carro em condições de atacar. Na Power Stage, a última classificativa do rali, a dupla conseguiu o terceiro melhor tempo, somando um ponto extra para o campeonato.

No balanço final, João Rodrigues assegurou o 4.º lugar no CPR 2RM e o 5.º posto na competitiva Peugeot Rally Cup Ibéria. Apesar da “falta de sorte” inicial, a equipa sai de Amarante com a satisfação de ter minimizado os danos e demonstrado competitividade num fim de semana marcado pela superação.

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