Diogo Gago perdeu na última especial antes da assistência a liderança entre as duas rodas motrizes do Azores Airlines Rallye, mas quando à prova reservada aos portugueses do CNR, continua intocável na frente…
Diogo Gago chegou ao final do dia de ontem no terceiro lugar das duas rodas motrizes à geral, com o alemão Marijan Griebel 5.2s na frente do inglês Chris Ingram, ambos pilotos da equipa oficial da Opel, e aos comandos dos Adam R2. Hoje, ao cabo do sétimo troço, Sete Cidades, o líder é agora Ingram, com Diogo Gago em segundo, mesmo depois de um pião na derradeira especial: “Grande erro, toquei com a traseira do Peugeot e fiz um pião”. Griebel, é terceiro, agora a 0.7s de Gago.
Na primeira especial de hoje, Pico da Pedra Golfe 1, Gago foi o mais rápido e surpreendeu os seus adversários da Opel, passando para o comando do rali, mas com Griebel apenas a 0.1s e Ingram a 4.5s. Na segunda especial, o piloto luso dilatou a sua dianteira, pois Ingram suplantou Griebel, e por isso Diogo Gago passou a ter um avanço de 3.4s para o segundo classificado, que como já percebeu, passou a ser Ingram. Mas no último troço da manhã, um azar do piloto da Peugeot fê-lo perder a liderança, e dista agora vinte segundos exatos da frente. Também Griebel não esteve bem, já que apanhou três sustos, isto só no primeiro quilómetro de terra da especial e depois disso abrandou o ritmo, perdendo também muito tempo para Ingram.
Portanto, pelo que se percebe, Diogo Gago está a andar ao ritmo dos homens da frente, e só as contingências normais dos ralis vão definindo a classificação. Depois do azar de Gago, com o toque e pião, e atraso de Griebel, Ingram fica agora um pouco mais à vontade, mas falta ainda muito rali para que as 2WD se definam.
Quanto à prova lusa das duas rodas motrizes, Diogo Gago lidera desde a primeira especial, e logo aí ‘deu’ quase dez segundos a Gil Antunes. Paulo Neto perdeu 15.4s e logo aí se percebeu a tendência. A margem foi-se sempre dilatando, Gil Antunes manteve-se em segundo mas sempre a perder tempo, e chega ao final do sétimo troço já com quase três minutos de atraso. Portanto, no CNR2, uma prova praticamente sem história…








