A forma como o Clube Automóvel de Amarante trabalhou a comunicação no Rali Terras d’Aboboreira sobressaiu, e quanto a mim colocou as coisas num patamar que devia ser a bitola a este nível do CPR. Outras organizações têm vindo a fazer coisas diferentes, novas, também boas, mas uma prova que não pertencia a qualquer grande competição, WRC ou ERC, teve desta feita algo mais. Segundo António Jorge (CAA), pequenos ‘nadas’, levaram a prova a subir “dois degraus”. Visto de fora, claramente. É verdade que a competitividade ajudou, mas tudo o resto “foi lá posto”.
Roma e Pavia não se fizeram num só dia, e notou-se claramente algo de diferente para melhor. Muito tempo antes da prova, ‘choviam’ comunicações, iniciativas, percebe-se claramente que havia um plano estudado por trás, agora isto, depois aquilo, manter e aumentar o ‘momentum’ como se diz nos ralis.
No rali não faltaram referências aos municípios (arcos nos troços) que hão-de aparecer em milhares de fotos e logo com a respetiva paisagem por trás.
A qualidade dos diretos, tem só a ver com os meios, ou há, ou não, mas há sempre pequenas coisas que podem ser feitas e jornalistas no fim dos troços a falar com os pilotos foram a cereja no topo do bolo. Ouvir um piloto referir no fim do troço: “foi o melhor troço de terra que eu já fiz em toda a minha vida, brutal”, é muito bom.
Era bom que este rali fosse uma boa base, pois tenho a certeza que muita gente ficou presa ao ecrã. Nota final para quem teve a ideia de convidar Nuno Madeira a levar a sua Ford Ranger aos troços do rali. Música, Maestro!











