Passámos uma boa parte dos dois dias do Rali de Castelo Branco a ouvir críticas à organização, a Escuderia Castelo Branco, e como não podia deixar de ser tivemos que ouvir o outro lado. As respostas de Luís Dias, Diretor do Rali de Castelo Branco.
Luís, que balanço faz da prova?
“Tivemos um rali difícil de gerir devido à quantidade de incidentes que aconteceram durante o decorrer da prova e que nos obrigaram a interromper o decurso de algumas classificativas para podermos resolver as questões pendentes. Acresce a isso, o facto de, por força de diferentes variáveis, nem sempre a forma de resolução desses problemas foi a mais rápida.
Sabemos que, em diversas situações, estes incidentes não só dificultaram o trabalho da organização, como impediram alguns concorrentes de terem a prestação que desejavam no Rali de Castelo Branco. Acreditamos que, apesar de tudo, conseguimos fazer um Rali de Castelo Branco de nível elevado e sentimos que a generalidade dos pilotos, das equipas e do público, ficou muito satisfeita com a forma como esta edição foi realizada.”
O que se passou exatamente com o Campeonato Centro de Ralis?
“O Rali de Castelo Branco pontuou, em 2021, para várias competições. Foram 11, no total. Entre as quais, o Campeonato Centro de Ralis que, entre outros pormenores, apresentava um figurino específico. O programa original pressupunha a realização de cinco provas especiais de classificação, uma no sábado, dia 12, e quatro no domingo, dia 13.
Destas, os concorrentes inscritos no Rali de Castelo Branco pontuável para o Campeonato Centro de Ralis completaram quatro. Apenas uma, a primeira, não foi realizada por questões de segurança.”
Está contente com o trabalho de toda a organização?
“O trabalho desenvolvido pela Escuderia Castelo Branco para colocar uma prova como é o Rali de Castelo Branco de pé só é possível devido ao trabalho abnegado dos membros da organização e dos voluntários que constituem uma equipa a rondar as 300 pessoas.
Estas fizeram um trabalho excecional nas mais variadas dimensões.
Essa capacidade mobilizadora foi mesmo, no final da prova, reconhecida pela entidade federativa. Entre os vários parâmetros, destaque para a forma como foi montado e gerido o parque de assistência, algo enaltecido pelos responsáveis da federação. Infelizmente, e por força das atuais regras sanitárias, este não esteve acessível ao público em geral.”










