Uma saída de estrada na segunda passagem pela classificativa do Confurco, condicionou o arranque do Campeonato Nacional de Ralis – 2 Litros / 2 Rodas Motrizes para João Ruivo e Emídio Magalhães.
As coisas não tinham começado mal para o piloto de Famalicão que na primeira passagem por estes 10,88 quilómetros de especial tinha registado o segundo tempo, estando na luta pela liderança. Só que na segunda, na descida para o famoso cruzamento pelo asfalto, não conseguiu evitar uma saída de estrada. O Renault Clio não sofreu danos de maior, mas ficou numa posição em que foi muito complicado sair:
“Foi um rali diferente, acho eu, pois tudo nos aconteceu. Começou mal para mim, pessoalmente, logo na sexta-feira, pois estou com febre e engripado. Depois começamos mais ou menos na primeira classificativa e, na segunda, tivemos uma saída de estrada em que as autoridades não deixaram o público ajudar rapidamente, pois o carro ficou numa situação que não conseguia sair pelos seus próprios meios”, explicou o piloto, prosseguindo: “Perdemos cerca de 19 minutos e o público foi extremamente prestável, mesmo proibido, retirou-nos de lá em 40 segundos”, revelou o piloto. A verdade é que os GNR nada mais fizeram do que zelar pela segurança das pessoas, pois caso surgisse algum carro, poderia ser perigoso com tanta gente na estrada, mas o bom senso devia ter prevalecido e a GNR poderia ter ‘gerido’ melhor a situação, e ao invés dos seis guardas a impedir que o público se aproximasse do carro, talvez pudessem ter controlado se alguma carro se aproximava enquanto o público ajudava a tirar o carro de Ruivo.
Com a classificação final comprometida em face do tempo perdido, João Ruivo redirecionou os seus objetivos para esta prova: “Queríamos continuar numa toada de aprendizagem para manter o ritmo. Os dois primeiros troços até correram como planeamos, apesar das afinações não serem as ideais, mas na segunda passagem por Luilhas rebentou o cabeçote do lado direito. Este troço já estava demolidor, mas conseguimos arranjar o problema na assistência. Ficámos sem suspensão, fizemos a parte da tarde nestas condições e voltou a rebentar o cabeçote. Só nos restava levar o carro até ao fim e tentar amealhar o máximo de pontos possível”, explicou, conformado com o sexto lugar do Campeonato Nacional de Ralis – 2 Litros/2 Rodas Motrizes, mas os azares que não ficaram por aqui: “Esqueci-me do sistema Hans e ainda penalizámos logo de manhã”. Apesar de tudo, João Ruivo retirou algumas ilações desta participação: “Serviu para aprender uma série de coisas e esperar que as próximas provas sejam melhores”, concluiu.










