CPR, Rali de Portugal: Rúben Rodrigues conquista segundo triunfo consecutivo
Rúben Rodrigues / Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) são os grandes vencedores do Rali de Portugal 2026, após uma prestação impressionante que valeu a segunda vitória consecutiva na temporada. Um início fulgurante e uma prova muito bem gerida, que culminaram num triunfo inquestionável.
Gonçalo Henriques / Inês Veiga (Hyundai i20 N Rally2) do Team Hyundai Portugal tentaram pressionar Rodrigues e venceram a Power Stage, mas ficaram a 9,6 segundos do primeiro lugar na geral. A fechar o top 3, Pedro Almeida / António Costa (Toyota GR Yaris Rally2), com o terceiro lugar também na Power Stage, no segundo pódio consecutivo do piloto da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal.
José Pedro Fontes / Inês Ponte (Lancia Ypsilon Rally4 HF Integrale) terminaram a PEC10, Mortágua 2, na quarta posição, a 4,8 seg. da referência, à frente de Armindo Araújo / Luís Ramalho (Škoda Fabia RS Rally2), com um dia para esquecer. Um problema elétrico no início do dia comprometeu o resultado e, na Power Stage, o quinto tempo (+5,2 seg.) aumentou o descontentamento do piloto, que mantém o objetvo de ser o melhor português no final do rali. Hugo Lopes / Magda Oliveira (Hyundai i20 N Rally2) terminaram o troço na sexta posição, seguidos de Ricardo Teodósio / José Teixeira (Citroën C3 Rally2), Pedro Meireles / Mário Castro (Škoda Fabia RS Rally2), Diogo Salvi / Gonçalo Cunha (Škoda Fabia RS Rally2) e Diogo Marujo / Jorge Carvalho (Škoda Fabia Rally2 evo).
Nas contas da geral, Rodrigues venceu com 9,6 segundos de vantagem sobre Henriques. Almeida ficou a 16,6 segundos do segundo lugar e completou o pódio. Pedro Meireles ficou na quarta posição, seguido de Ricardo Teodósio a completar o top 5. José Pedro Fontes terminou na sexta posição, à frente de Hugo Lopes. Diogo Salvi ficou com o oitavo lugar, Armindo Araújo, Paulo Neto / Carlos Magalhães (Škoda Fabia RS Rally2) com o nono. Ricardo Filipe / Filipe Carvalho (Škoda Fabia R5), Tiago Silva / Jorge Henriques (Škoda Fabia R5) e Diogo Marujo completaram a tabela classificativa.
O filme do rali
A primeira especial do evento pertenceu a Rúben Rodrigues, que impôs desde logo o seu ritmo com uma vantagem de 6,2 segundos sobre Armindo Araújo. Hugo Lopes perdeu tempo logo na abertura com problemas no travão de mão, que condicionou a sua prestação inicial.
Gonçalo Henriques, ao volante do Hyundai i20 Rally2, não tardou a reagir, vencendo a PEC 2 com uma margem de 1,7 segundos sobre Rodrigues. No entanto, a especial foi interrompida após um acidente de Diogo Marujo, cujo carro ficou a obstruir a estrada, impedindo a conclusão normal do troço. Seguiu-se a PEC3, a super especial da Figueira da Foz, que confirmou a liderança de Rúben Rodrigues, com 5,9 segundos de vantagem sobre Gonçalo Henriques. Armindo Araújo ocupava a terceira posição (+10,3 seg.), enquanto José Pedro Fontes, em quinto (+ 30,8seg.), lamentava os problemas nos travões do seu Lancia. Pedro Almeida estava em quarto, a 16,2 seg. da referência, com a luta do pódio em aberto. Pedro Meireles estava perto de Fontes, tal como tinha acontecido na Aboboreira, Hugo Lopes estava longe da frente, com um dia complicado, à frente de Teodósio, Diogo Salvi e Ricardo Filipe.
Drama na PEC 4 relança o rali
A retoma do evento na sexta-feira trouxe imediatamente drama: Rodrigues voltou a vencer a PEC 4 e dilatou a sua vantagem, beneficiando de um pesado golpe do azar sofrido por Armindo Araújo. O piloto de Santo Tirso enfrentou um problema elétrico (cabo desligado) que o atrasou na entrada do troço, resultando numa penalização de 2 minutos e 40 segundos que o atirou para fora da luta pela vitória. No mesmo troço, Henriques deu um toque num salto, afetando o equilíbrio do seu carro (problemas na suspensão traseira direita) e complicando a sua situação na geral. Também Hugo Lopes, no mesmo salto, ficou com problemas na direção que afetaram toda a manhã, obrigando a um exercício de sobrevivência.
Araújo renasce, Henriques pressiona
A partir da PEC 5, Armindo Araújo iniciou uma prestação notável, vencendo os troços de Arganil e Lousã. Contudo, a penalização sofrida anteriormente tornava a remontada à vitória uma missão impossível. Rodrigues terminou a secção da manhã com 22,1 segundos de vantagem sobre Henriques na geral, com Pedro Almeida em terceiro, a 7,6 seg. do segundo lugar, Fontes em quarto, a 13,4 segundos do pódio e Pedro Meireles em quinto, a pouco menos de 9 segundos de Fontes.
A PEC 7 trouxe mais imprevistos: o troço foi neutralizado por razões de segurança após o piloto do WRC Elfyn Evans encontrar um reboque no meio da estrada, com relatos de autoridades no troço a ditarem a interrupção. Para aumentar a confusão, foi aplicada uma penalização controversa de um minuto a José Pedro Fontes, por alegada entrada antecipada num controlo de passagem, uma decisão que gerou contestação por parte do piloto.
Armindo Araújo continuava a mostrar grande andamento e depois de vencer a PEC5 e 6, venceu a PEC8. Mas a história principal escrevia-se mais acima na tabela, Rúben Rodrigues ia gerindo a sua vantagem, mas Gonçalo Henriques, depois de resolver o problema da suspensão da manhã, estava ao ataque e ganhava tempo a Rodrigues.
Henriques aproxima-se da liderança
O piloto da Team Hyundai Portugal chegou à PEC 9 determinado a atacar e cumpriu: venceu o troço e reduziu a desvantagem para Rodrigues para 10,9 segundos, relançando parcialmente as contas para a última classificativa. Armindo Araújo, apesar de estar consistentemente entre os mais rápidos, tinha de se contentar com a nona posição da geral. Com a penalização de Fontes, a discussão pelo pódio e pela quarta posição terminou. Pedro Almeida estava confortável no terceiro lugar e Meireles estava instalado no quarto lugar, sem concorrência e demasiado longe para almejar mais.
À entrada na Power Stage, Rodrigues tinha uma boa vantagem, Henriques tinha de optar por atacar ou preservar o segundo lugar e Pedro Almeida tinha o seu rali praticamente feito, tal como Pedro Meireles. Teodósio, em quinto, tinha a pressão de Salvi (a pouco mais de 10 segundos) e Salvi tinha Fontes a 0,3 segundos, com o piloto da Lancia a querer chegar ao sexto lugar. Hugo Lopes, em oitavo, tentava minimizar os estragos de um rali ingrato e Armindo, em nono, ia tentar ganhar pontos na Power Stage.
No final, Henriques venceu a Power Stages, com Rodrigues em segundo e Almeida em terceiro, confirmando o triunfo do piloto do GR Yaris Rally2 da Auto Açoreana Racing. É um excelente arranque numa fase em que o piloto quer amealhar o máximo de pontos. Vêm aí as provas de asfalto, mais complicadas para o açoriano que, no entanto, escolheu o Rali de Castelo Branco, ao contrário de todos os outros candidatos, e isso pode valer-lhe um resultado muito importante para o campeonato.
Para Gonçalo Henriques é um bom resultado, ficando o amargo de não ter feito a PEC7 que poderia ter mudado a história do rali, olhando ao ritmo que colocou na parte da tarde. Mas o segundo lugar e os três pontos da Power Stage são um bom resultado. Pedro Almeida não terminou muito satisfeito, mas conseguiu mais um pódio para a TGR Caetano Portugal, no que é mais um resultado sólido. Pedro Meireles voltou a fazer uma prova muito sólida, enquanto Ricardo Teodósio continua a sua evolução com o C3 Rally2, carro que começa agora a conhecer um pouco melhor. José Pedro Fontes esteve na luta pelo top 4, mas a penalização deitou por terra o esforço. Hugo Lopes não conseguiu mostrar todo o seu potencial, com demasiadas dificuldades numa prova dura e exigente.
O próximo rali do CPR está agendado para 28 e 30 de maio, o Rali de Lisboa.
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8 Maio, 2026 at 20:15
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