CPR, Rali Algarve: Pedro Paixão brilhou… enquanto andou

Por a 18 Novembro 2018 13:09

Pedro Paixão é um piloto madeirense que está a despontar e apesar de ter apenas dois anos de ralis, e apenas três provas em R5, duas delas na Madeira, nesta sua primeira experiência no continente, numa prova difícil, andou a fazer tempos sempre no top 5, ‘dando’, por exemplo, mais de 15s ao campeão madeirense, Alexandre Camacho, também ele presente neste rali, no final do primeiro dia.

Abandonou no primeiro troço do segundo dia, depois de uma ligeira saída, e só não voltou à estrada porque a lama não deixou.

Por tudo isto, desconfiamos que ainda vamos ouvir falar muito de Pedro Paixão: “É um misto de emoções, pois por um lado percebi que tenho o que é preciso para andar no CPR, e talvez lutar por uma posição de topo, mas por outro, estou muito triste porque não consegui concretizar o resultado. Tenho apenas dois anos de ralis e a minha inexperiência nos troços acabou por ser fulcral nesta prova. Independentemente disso, vínhamos a fazer um rali perfeito, sem erros, sem sustos, mas naquele local travámos cedo, pisámos um pouco de terra e isso foi suficiente para sairmos de estrada. O que me deixa mais frustrado é que o carro não tinha nada e só não saímos dali por causa da lama” começou por dizer Pedro Paixão, que explicou um pouco o seu percurso: “Vim do karting, fiz um ano de pistas, e acho que a técnica das linhas de trajetória está bem presente na minha cabeça. Gosto disto, trabalho com muito foco e dedicação, quando estou num rali fecho-me no meu canto e estou completamente focado e concentrado em evoluir e aprender com os erros porque só isso me faz crescer. Penso que se está a notar uma evolução rápida e constante, e fico muito feliz por isso” explicou Pedro Paixão, que revelou ter tido Eric Camilli a ajudá-lo: “Esta foi apenas a minha terceira vez num R5, não estava à espera de ter um ritmo tão perto da frente, mas ainda bem que o temos. Há que conhecer melhor o carro, tive cá o Eric Camilli a ajudar na parte das afinações e também na minha própria condução. Foi uma grande ajuda, apesar de termos feito apenas 40 km. Fizemos um setup base, e depois foi só ajustar para o meu tipo de condução” explicou o piloto que quanto ao futuro sabe pouco: “É ainda cedo. Não temos meios pessoais para investir nos ralis, este é um desporto muito caro e por isso é importante mostrar aos patrocinadores que temos o que é preciso, e que as pessoas falam de nós nos momentos certos. Estivemos nos lugares da frente desta prova, fomos notados, acho que ‘vendemos’ bem a nossa imagem, portanto espero que os patrocinadores estejam contentes, apesar do abandono. Vamos ver para o ano, se conseguimos estar a tempo inteiro no nacional…”

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