Ari Vatanen esteve em Portugal como novo embaixador do Drive DMACK Fiesta Trophy, troféu onde milita o seu filho Max Vatanen, que naturalmente também acompanhou na prova portuguesa. O finlandês, que venceu o Mundial de Pilotos de 1981 e quatro vezes o Paris Dakar, deixou muitas saudades em Portugal, fruto da sua pilotagem muito exuberante, que, amiúde, resultava em acidentes, num estilo que os adeptos não esquecem, já lá vão três décadas e meia: “Embora nunca tenha tido grande resultados em Portugal, tenho fantásticas memórias deste rali desde 1977, quando cá vim pela primeira vez, tinha apenas 24 anos. Este foi o meu primeiro grande rali fora da Finlândia, e lembro-me bem como era o país, haviam 25 Km de auto estradas. Vejam como está agora! Sempre tive um carinho especial por Portugal, e agora estou aqui com o Max no início da sua caminhada, dos seus sonhos!” começou por destacar o facto do público ‘deste’ Rali de Portugal já nada ter a ver com o que se passava nos anos 80: “Quando se olha para trás pensa-se quão ‘doidos’ eram aqueles tempos. Mas era assim que se vivia nessa altura, e duma forma estranha pode dizer-se que esse era muito o charme de Portugal, pois significa que as pessoas são tão apaixonadas que colocam o seu coração no desporto. Mas hoje em dia já não é assim com o público e estou muito contente que o Rali tenha regressado ao Norte. Curiosamente acompanho o Max com a exata mesma idade de quando cá vim pela primeira vez. É muito emocional, mas a vida é assim, e ao vê-lo pilotar posso dizer, ‘La vie est Belle’…” disse Ari Vatanen. De referir que a prestação de Max Vatanen no Drive DMACK Fiesta Trophy tem sofrido alguns altos e baixos, fruto da dureza da prova para estes novos Ford Fiesta R2 Turbo, mas o piloto terminou o penúltimo dia na liderança da competição, com mais de minuto e meio de avanço face à dupla Marius Aasen e Veronica Engan. Será o primeiro Vatanen a vencer no Rali de Portugal?








