Do oito ao oitenta! Depois duma prova – o Rali de Portugal – onde a Super Especial ficava a 50 metros do parque de assistência, desta feita, na prova Argentina os pilotos têm de guiar 500 quilómetros para realizarem uma prova de classificação no estádio do River Plate, em Buenos Aires.
Toda a gente sabe que os adeptos argentinos são ferverosos, mas a verdade é que a logística que envolve a deslocação de carros e respectivas assistências durante 500 quilómetros para realizar uma super-especial com pouco mais de um quilómetro parece ser descabido.
A FIA aprovou, provavelmente em prole do desenvolvimento dos ralis e no sentido de levar as provas às grandes cidades, mas a verdade é que ter-se-á ido um pouco longe demais.
Neste contexto, Sebastien Loeb revela-se contra esta solução, embora tenha, naturalmente, sido cauteloso nas suas afirmações: «Espero que o Estádio tenha uma boa atmosfera, porque o que obrigam os pilotos a fazer parece-me complexo demais para uma só especial. Compreendo que se façam super-especiais para poder ter a presença de público que não tem hipótese de se deslocar para as especiais, mas a verdade é que isto parece demais. Compreendo que o façam para o público, pois para mim isto tem pouco a ver com o verdadeiro rali.», referiu.
Estas declarações servirão certamente como forma de pressão junto dos responsáveis da FIA, afinal quem decido como ou onde se vão fazer as provas. Pelo menos, pela nossa parte, o ACP engendrou uma prova que dificilmente poderá ter algo a apontar-se em termos de percurso.







