VNUK: Depois da preocupação, a luz ao fundo do túnel

Por a 27 Janeiro 2019 15:30

Pairou sobre o desporto motorizado europeu uma nuvem negra durante algum tempo. O nome Vkuk passou a ser sinónimo de problemas com consequências catastróficas para a industria.

O caso remota a 2014, em que Damijan Vnuk, que tinha subido um escadote e este foi derrubado por um trator que manobrava um reboque. Depois de muitas voltas, foi pedido ao Tribunal Europeu para avaliar se o Sr. Vnuk estaria coberto pelo seguro, uma vez que o trator estava a ser usado como máquina e não como veículo de transporte. Assim, o Tribunal Europeu deliberou que todos os veículos motorizados deveriam estar cobertos por um seguro que cobrisse os danos feitos a terceiros e que o Sr Vnuk tinha direito a uma compensação pelo acidente. Da deliberação feita concluiu-se também que a exigência é aplicável em terrenos privados.

Este caso levou a EU a apresentar uma proposta que obrigaria todos os veículos motorizados a terem um seguro contra terceiros independentemente da sua actividade. Claro que no caso dos desportos motorizado nenhum seguro poderia ou quereria assumir os valores astronómicos que estas coberturas implicariam, o que levaria a que a prática de desportos motorizados se tornasse ilegal. Isto teria um efeito dominó tremendo com repercussões em toda a industria do desporto motorizado que movimenta milhões e dá emprego a milhares de pessoas.

Uma das entidades que mais força fez para que esta situação fosse revista foi a Motorsport Industry Association (MIA), que anunciou hoje que a EU optou por colocar alterações ao texto inicial, que excluiriam os veículos de desporto motorizado da obrigação de terem seguro contra terceiros. Esta revisão significa que apenas veículos em trânsito que sirvam de meios de transporte seriam englobados por esta norma. Os veículos com função dupla (transporte e desporto motorizado) apenas terão de ter seguro para cobrir o uso em trânsito e não para actividades desportivas.

“Esta notícia é bem-vinda, mas é apenas o primeiro passo de nossa longa batalha para tirar o automobilismo da questão de seguro relacionada à VNUK da UE“, disse Chris Aylett, CEO da MIA. “Estamos gratos aos membros da Comissão IMCO pelas suas alterações; demonstram empenho em evitar a destruição do valioso sector do desporto motorizado e do emprego que cria. Esperamos que estas alterações sejam aprovadas pelo Parlamento e pelo Conselho de Ministros. O MIA não deve descansar”, acrescentou ele, “temos o nosso carro na grelha de partida, mas não se vence nenhuma corrida na primeira volta. Temos muito trabalho pela frente para trazer vitória.”

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