A comunidade dos desportos motorizados em Portugal perdeu o pai do Rali de Portugal em 1997, ironicamente, um quarto de século depois, perde também a ‘mãe’. Morreu Maria Teresa Torres, esposa de Alfredo César Torres, que com ele partilhava a paixão pelo automobilismo em geral, e Rali de Portugal em particular.
Quase todos atribuem o sucesso que teve o Rali de Portugal desde os seus primórdios, a César Torres, mas isso também sucedeu porque ao seu lado tinha Teresa Torres. É claro que uma prova daquela envergadura precisava de uma equipa competente e muito coesa, e para lá de César Torres o grande destaque vai inteirinho para Maria Teresa Torres. Se a ‘máxima’ que ao lado de um grande Homem está sempre uma grande Mulher, este caso é a melhor prova. Recordamos aqui o que escreveu no livro “César Torres, História do Rallye de Portugal”: “Um rali que foi como um filho, que deu trabalho, angústia e até mesmo dor. Mas que nos fez sentir emoções, alegrias e orgulho. Muito orgulho. Foram trinta anos em que lado a lado partilhámos a mesma estrada, partilhando os bons e os maus momentos”.
Não fica a mais pequena das dúvidas que Maria Teresa Torres foi uma autêntica embaixatriz do nosso país, pois ao lado de César Torres os seus conhecimentos e simpatia sempre ajudaram na promoção e crescimento do rali, que curiosamente também considera como o seu primeiro filho.
Que descanse em Paz. À família, aos amigos, e em especial ao seu neto Bernardo, o AutoSport endereça as suas mais sentidas condolências.











