A notícia que a Autosport avançou em primeira mão na sua edição online e que dá conta da exclusão do Rali Vinho Madeira do calendário desta série é pouco animadora para o automobilismo nacional e para o entusiástico público da Madeira. O Rali Vinho Madeira é o maior evento desportivo do arquipélago e um poderoso cartaz turístico da região, o que lhe garante um retorno mediático e económico interessante.
A questão que se coloca é saber se esse retorno é proporcional ou compensador do esforço financeiro exigido à organização, sobretudo numa época de profunda crise financeira, em que as prioridades talvez sejam outras. Em coerência, defendemos que os grandes eventos desportivos como o Rali de Portugal, Moto GP, Rali da Madeira, Rali dos Açores e Circuito da Boavista, representam um estímulo à economia, mas também sabemos que será cada vez mais justificar apoios públicos a estes eventos.
Desconhecendo o caderno de encargos do IRC, apenas lamentamos que a impossibilidade de os assumir não tenha sido detetada antes de se definirem os calendários. O Rali Vinho Madeira tem a força necessária para continuar com ou sem IRC, mas escusava de ter saído assim – tarde, a más horas e pela porta pequena.
Rui Pelejão
Diretor












