FPAK Júnior Team: “Nunca imaginei que ao fim de quatro anos pudéssemos ter pilotos nos Rally2”, diz Ni Amorim
Foi na cidade de Amarante e no prestigiado Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso que a FPAK, Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting apresentou o projeto FPAK Júnior Team para 2026 em todas as suas vertentes, uma iniciativa que se consolida como viveiro do automobilismo português e já coloca pilotos nas equipas oficiais de ralis.
Quatro anos depois de ter nascido nos ralis, o FPAK Júnior Team entra em 2026 como uma estrutura já alargada à Velocidade, ao Rallycross/Kartcross e à Montanha, ao mesmo tempo que começa a colher um dos sinais mais fortes de maturidade do projeto: vários pilotos formados nas suas fileiras chegaram às equipas oficiais de ralis em Portugal, com Gonçalo Henriques e Hugo Lopes na Hyundai e Rafael Rêgo na Toyota. Para Ni Amorim, presidente da FPAK, esse percurso confirma que a fórmula criada em 2022 está a cumprir o objetivo de descobrir talento e dar-lhe ferramentas para subir degraus no automobilismo nacional.
Projeto nasceu nos ralis e ganhou dimensão
Lançado em 2022 com os ralis como primeira frente de atuação, o FPAK Júnior Team foi pensado para identificar jovens com potencial que, sem apoio, dificilmente teriam oportunidade de mostrar valor competitivo. “A nossa estratégia desde sempre foi tentar descobrir talentos e novos valores que nós sabemos que existem, mas que não têm oportunidade de mostrar as suas valências, por falta de meios financeiros”, afirmou Ni Amorim, sublinhando que as marcas “não perdem tempo, nem gastam dinheiro a descobrir jovens valores”, pelo que “alguém tem que fazer isso”.
Segundo o dirigente, os resultados já são visíveis no topo da pirâmide competitiva. “Nunca imaginei que ao fim de quatro anos pudéssemos ter, nomeadamente nos ralis, três pilotos na categoria máxima, que são os Rally2”, disse, lembrando que os pilotos agora colocados em estruturas de fábrica “passaram todos pelas fileiras do FPAK Júnior Team”.
Ralis mostram os frutos mais visíveis
Nos ralis, o caso mais evidente é o de Gonçalo Henriques, vencedor da edição de 2022, agora promovido ao Team Hyundai Portugal no CPR, tal como Hugo Lopes, que seguiu uma via distinta mas também passou pela órbita do projeto. Rafael Rêgo, um dos nomes em destaque na edição de 2023, deu este ano o salto para a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, enquanto Pedro Câmara Jr., vencedor de 2025, prossegue a evolução nas duas rodas motrizes e nas Peugeot Rally Cup.
Ni Amorim considera que este percurso valida a lógica do programa. “É com orgulho que nos ralis vimos o Gonçalo Henriques, o Rafael Rêgo, a integrar equipas oficiais depois da escola FPAK Júnior Team. É o indicador que a fórmula está bem feita”, afirmou.
Baltar escolheu a nova fornada
A seleção do FPAK Júnior Team de Ralis para 2026 decorreu em Baltar, com 40 candidatos, e terminou com a escolha de Leandro Costa, Mário Matias, Guilherme Nunes, Guilherme Vieira e Ricardo Soares. O programa incluirá cinco ralis em Peugeot 208 Racing, com um formato mais abrangente, aberto também a representantes das regiões autónomas, a um piloto com experiência, outro sem experiência e ainda a um oriundo do SimRacing: “O que aconteceu em Baltar foi confirmar que temos no nosso país verdadeiros talentos”, sublinhou Ni Amorim, acrescentando que a seleção foi “muito renhida” e que, entre os cerca de 40 presentes, seria possível retirar “uns 15 jovens com talento e margem de progressão para uma carreira nos ralis”.
Velocidade, Montanha e novas frentes
O projeto expandiu-se entretanto à Velocidade, onde em 2026 Diego Sirgado, Bernardo Passanha, Nathan Corbet e Gonçalo Moura vão competir no Campeonato de Portugal de Velocidade/Iberian Supercars com o novo BMW M2. Para Ni Amorim, a mudança representa “um salto qualitativo” e uma aproximação maior à realidade atual da modalidade, abrindo também portas a uma eventual avaliação internacional por parte da BMW.
O presidente da FPAK destaca ainda a continuidade de pilotos na Montanha e o arranque do apoio ao Rallycross/Kartcross e às categorias mais jovens do karting: “Isto é bom para as equipas, é bom para o business, é bom para a comunicação social, é bom para o público”, afirmou, resumindo o efeito mais amplo de um projeto que, de escola federativa, passou a peça estrutural na renovação do desporto automóvel português.
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