O Circuito do Estoril esteve, no passado mês de agosto, em obras de repavimentação num investimento realizado e sustentado com verbas resultantes da actividade da pista. E a par dessa repavimentação, foi também implementada novamente a ‘Curva do Tanque’. Uma característica típica do Circuito e muito apreciada pelos pilotos até 1994, altura em que, por questões de segurança, foi retirada da configuração.
A disponibilidade do Circuito para a realização desta obra deixou a FPAK e claro, os pilotos da velocidade, muito satisfeitos. Assim, em futuros eventos o circuito apresentará mais uma configuração.
Para Ni Amorim, Presidente da FPAK: “Foi com enorme satisfação que vimos ser implementada esta medida. Tive oportunidade de visitar a obra recentemente e fiquei muito agradado com o que vi. Os pilotos da velocidade ficarão muitos satisfeitos com esta alteração que dará ao traçado a magia de outros tempos. Com esta configuração a pista torna-se mais curta e mais rápida e terá, após a aprovação da FIA, a homologação Grau 3. Penso ser mais um passo importante para a velocidade”.
Nos últimos anos, os concorrentes do Super Seven by Kia competiram na Curva do Tanque, considerada a curva de mais ‘coração’. da pista. Para quem voltou a ‘conviver’ com a curva do Tanque, a sensação de adrenalina, sem dúvida, que aumentou. Ricardo Megre, deu conta que “é uma curva de alma porque é cega (e que até é menos técnica que a variante) mas não é mais perigosa que as dos circuitos citadinos”.
HISTÓRIA DO CIRCUITO
Inaugurado a 18 de Junho de 1972 o Autódromo do Estoril tem sido, desde os seus primórdios, palco de provas internacionais de Fórmula 2, Fórmula 3, Protótipos e Mundial de Karting. Com a Revolução de 25 de Abril, o circuito é nacionalizado e, cinco anos mais tarde, volta a ser devolvido aos seus proprietários.
A Fórmula 1 tem lugar, pela primeira vez no Estoril, em 1984. Como tal, o Autódromo ganha um novo impulso na adaptação que faz aos regulamentos da disciplina máxima do desporto motorizado.
É em 1992, quando comemora os seus 20 anos, que o circuito se passa a chamar Autódromo Fernanda Pires da Silva, em homenagem à empresária que havia lançado este arrojado projecto.
Dois anos mais tarde, o traçado sofre a sua mais importante modificação: é introduzida uma variante que faz desaparecer a “curva tanque”, uma zona muito rápida e em ascensão, que não tinha escapatória, nem berma, com o “rail” encostado à pista, facto que tornou a pista mais lenta.
Em 1997 é interrompida a actividade para que as exigências da FIA e da FIM, a nível de segurança e para a homologação da pista, sejam cumpridas. O traçado sofre, por isso mesmo, algumas alterações importantes: são criadas novas e importantes escapatórias, que proporcionam notáveis níveis de segurança, uma estrutura que passa a estar dotada do mais moderno equipamento de controlo; surge ainda uma nova torre de controlo, um novo “paddock” e novas boxes.
As Finais Internacionais Renault, realizadas em 1999, são o primeiro teste das novas infra – estruturas.
Em 2000, o Autódromo acolhe uma prova do Mundial de Resistência de Motociclismo, testes da IRTA (com vista ao Grande Prémio) e testes de algumas equipas de Fórmula 1.
De lá para cá, o Autódromo Fernanda Pires da Silva tem recebido diversos eventos internacionais de prestígio, acima de todos o Grande Prémio de Portugal de Motociclismo, ou MotoGP, se preferir, a European Le Mans Series, DTM, Fórmula 1 Históricos, GT Open, etc.










