Depois de um ano de ausência, o Campeonato de Fórmula 1 Históricos regressa a Portugal, visitando pela primeira vez o Algarve Historic Festival, onde terá lugar a sua última jornada do ano. Tendo surgido pela primeira vez em 1995 como Thoroughbred Grand Prix F1, esta competição evoluiu alguns anos depois, com o Federação Internacional do Automóvel a dar-lhe o oval para se tornar um verdadeiro campeonato.
Esta competição está aberta a monolugares de Fórmula 1 ativos nos anos em que se corria com motores atmosféricos de 3000 cm³ até 12 cilindros, uma época que durou entre 1966 e 1985 e que foi apelidada de ‘Era Cosworth’, assim chamada já que o motor DFV V8 desenvolvido por Mike Costin e Keith Duckworth a partir de um bloco Ford, estreado no GP da Holanda de 1967, era usado por quase todas as equipas. Assim, a grande maioria dos carros participantes nas corridas de F1 Históricos também usam este propulsor. A exceção são os carros da BRM e Ferrari, que usavam motor próprio.
Existe, depois uma divisão em quatro classes: Classe A para carros construídos entre 1966 e 1971 (geralmente com radiador montado à frente), Classe B para carros pós-1971 sem efeito de solo, Classe C para pós-1971 com efeito de solo e Classe D para pós-1971 com fundo plano (na maioria construídos depois de 1982).
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Em anos anteriores, Rodrigo Gallego competia regularmente no Campeonato de F1 Históricos, o qual ganhou à classe em quatro ocasiões, sagrando-se ainda campeão absoluto em 2004, na altura ao volante de um March 761. Gallego também utilizou um Minardi M85. Agora, o piloto lisboeta já não faz parte da caravana do campeonato, mas as cores nacionais continuam bem representadas. Bobby Verdon-Roe, inglês radicado em Palmela, corre há anos com a bandeira portuguesa no seu fato de competição, e pretende renovar no Algarve o título conquistado no ano passado. Este ano, Verdon-Roe trocou o seu anterior McLaren M26 por um mais recente MP4/1B.
O título, no entanto, está longe de estar entregue. Verdon-Roe chega ao Algarve empatado em pontos com Peter Meyrick, que conduz um March 761. Como os dois correm em classes diferentes, ambos estão dependentes do andamento de outros pilotos. O japonês Katsu Kubota também está somente a seis pontos e poderá aproveitar qualquer erro ou desaire dos dois primeiros para fazer a reviravolta final.












