Tim Goss é a mais recente baixa de relevo da FIA, deixando de exercer a função de diretor técnico dedicado aos monolugares para poder assinar contrato com uma das 10 equipas de Fórmula 1, avançou a BBC.
Na FIA desde 2021, depois de 28 anos a trabalhar na McLaren, Goss era diretor técnico para os monolugares na entidade federativa e, segundo o relato da BBC, junta-se a Steve Nielsen, diretor-desportivo da FIA que tinha iniciado funções em janeiro de 2023, ao cessar funções na organização que regula do desporto motorizado mundial.
A mesma fonte que relatou a saída de Nielsen e a sua frustração pelo facto da FIA não estar disposta a fazer as alterações que considerava necessárias para tornar as operações do ‘race control’ adequadas ao objetivo – apenas duas semanas depois da saída de Deborah Mayer do cargo de Presidente da Comissão Feminina no Automobilismo – dá conta que ainda não foi decidido o substituto de Goss.
O jornalista Andrew Benson revela que “fontes próximas da FIA” Goss mostrou estar também frustrado com algumas decisões tomadas pela entidade e descontente com o rumo seguido no processo de criação das novas regras técnicas para 2026, que acompanham a introdução das novas unidades motrizes.
Nikolas Tombazis salientou o desapontamento da FIA em “perder uma pessoa do calibre do Tim”, uma vez que o antigo diretor técnico “desempenhou um papel importante no departamento”, mas é compreendida a intenção de Goss abraçar outro desafio na sua carreira, respeitando a entidade “o seu desejo de seguir outro caminho”.
Já o próprio, fez saber que acredita que a FIA tem uma “base sólida em termos de conhecimentos técnicos para as tarefas que se avizinham, em particular a introdução dos regulamentos de 2026″.
A FIA precisa de encontrar agora um substituto para Tim Goss, como fez com a passagem de Tom Malyon, que era até agora responsável pelo departamento de pesquisa da entidade, para o lugar de Nielsen. Mas a saída de Goss não podia acontecer em pior altura, uma vez que há que terminar o novo regulamento técnico, tendo que trabalhar lado a lado com as equipas.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA









