Multar, suspender ou demitir Lewis Hamilton? Só a Mercedes sabe
Toto Wolff revelou estar “dividido” quanto à forma como a sua equipa deve reagir às táticas utilizadas por Lewis Hamilton na última prova da temporada, em Abu Dhabi, e ainda à maneira como o piloto inglês ignorou as ordens de Paddy Lowe para retomar o ritmo da corrida.
Numa última tentativa para ‘virar’ o jogo a seu favor, Lewis Hamilton reduziu o andamento de modo a permitir que Nico Rosberg fosse apanhado pelo pelotão liderado por Sebastian Vettel e Max Verstappen. Se Rosberg caísse do segundo posto que ocupava para o quarto lugar, e Hamilton mantivesse a liderança, o inglês seria campeão. Mas Nico suportou a pressão, impedindo que essa estratégia funcionasse.
“Como as táticas do Hamilton eram um cenário altamente provável, houve muita discussão acerca do assunto antes da corrida”, revelou Wolff. “Não só durante a manhã de domingo, mas era claro que uma das formas possíveis de o Lewis vencer o campeonato era se o Nico fosse pressionado pelos pilotos que se encontravam atrás de si. Não foi uma surpresa”, adiantou.
Com medo de perder uma vitória certa, o diretor técnico Paddy Lowe manifestou-se via rádio nos instantes finais da prova para pedir a Hamilton que aumentasse o ritmo da corrida, cientes que o seu piloto estava a abrandar propositadamente. Mas Lewis ignorou aquilo que a Mercedes descreve como “uma das ordens mais altas” dentro dos estatutos da equipa, provocando a fúria de Wolff, e deixando no ar a hipótese do #44 ser multado, suspendido ou até mesmo demitido por ter desobedecido a uma ordem direta.
“O nosso principal objetivo ao longo dos últimos três anos, seja a primeira ou última corrida, é garantir a vitória. Podes questioná-lo, e até duvidar se é o princípio certo no futuro, mas foi o que fizemos no muro das boxes. Houve dois momentos em que essa situação estava em risco e foi por isso que lhe pedimos para aumentar o ritmo. Não foi por nenhum outro motivo”, continuou Wolff.
VÁRIOS CENÁRIOS EM ABERTO
“Sim, a instrução do Paddy é o nível mais alto das nossas regras de conduta. Inventámos este regulamento em conjunto, há alguns meses, numa mesa em Melbourne. Mas novamente, encontro-me dividido. Há uma parte que me alerta para o facto de termos 1500 pessoas na equipa e 300 mil na Daimler que criaram e partilham valores. Eles respeitam esses valores e pôr em causa a estrutura em público significa que estás a colocar-te acima da equipa, em primeiro lugar. É muito simples. E a anarquia não funciona em nenhuma equipa ou empresa”, salientou o patrão da Mercedes Motorsport.
“A outra metade diz-me que a única hipótese do Lewis vencer o campeonato naquele momento era fazer o que fez, e talvez não possas exigir que um piloto de corridas que ainda por cima é um dos melhores, senão o melhor, aceite uma situação em que os seus instintos obrigam-no a não cumprir com a regra. Resta-nos agora encontrar uma solução para resolver esta situação no futuro porque o precedente foi aberto. Portanto deixem-me dormir sobre o assunto e arranjar uma solução amanhã”, revelou Wolff, aos microfones da Sky Sports.
Sobre o que poderá acontecer a Lewis Hamilton, Wolff deixou claro que todos os cenários estão em aberto:
“Tudo é possível, desde ‘vamos mudar as regras para o próximo ano uma vez que não funcionam nestas corridas decisivas’ a ‘vamos dar-lhes mais liberdade para lutarem um contra o outro’ – iremos consultá-los neste processo – e ao lado mais duro, em que sentimos que os nossos valores não foram respeitados. Não tenho a certeza para onde caminhamos”, concluiu.
O antigo tricampeão do mundo Jackie Stewart foi uma das vozes mais críticas acerca desta postura de Lewis Hamilton no GP de Abu Dhabi que definiu o título.
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29 Novembro, 2016 at 19:36
E que tal despedir o Rosberg pelo acidente que provocou em Espanha? É que das duas vezes que a Mercedes não venceu, uma foi por culpa apenas do Rosberg! Se houve uma vez que as 1500 pessoas da equipa e as 300mil da Daimler ficaram ver navios foi em Espanha por culpa do Rosberg…
Renato Antunes
29 Novembro, 2016 at 20:45
Quem bate por trás paga…simples! desculpem-me a arrogância mas a corrida era longa e ninguém manda o Lewis ir com sede ao pote!
anotheruser
29 Novembro, 2016 at 22:44
Esqueceu-se do facto de o Rosberg se ter esquecido de mudar o set-up do motor após a partida, perdeu velocidade, e desviou-se para onde já estava o Hamilton a tentar ultrapassar, por local bem longe da trajectória.
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29 Novembro, 2016 at 22:45
Pois é. A culpa é dele que fechou a porta até à relva! Enfim… é culpado por lhe ter sido fechada a porta na cara e culpado porque abrandou…
João Pereira
30 Novembro, 2016 at 12:35
O código da estrada não se aplica aqui, e até esse prevê situações em que quem bate por trás não paga…
aguia25
29 Novembro, 2016 at 20:56
Nem Mais!
Roger M
30 Novembro, 2016 at 10:32
E quantas vezes o Hamilton não “fechou a porta” ao Rosberg nas voltas iniciais? E nessas alturas não vi aqui a comentarem vocês assim tão indignados. Deixem de ser hipócritas.
Pity
29 Novembro, 2016 at 20:02
Mas afinal, o que é mais importante para a Mercedes? Ganhar os dois campeonatos, ou a desobediência do Hamilton? Parece que é a segunda hipótese. E se em vez do Hamilton estar a lutar com o colega de equipa, estivesse a lutar com qualquer outro piloto, também agiam da mesma maneira? Hum…não me parece.
Desculpem lá, mas esta história já cheira mal. A única regra que tinham de impor era: enquanto o campeonato de construtores não estiver garantido, obedecer às ordens de equipa. Título garantido, pilotos livres para lutar entre si, sem amachucarem os carros. Simples.
Renato Antunes
29 Novembro, 2016 at 20:41
A sério???? Título garantido, pilotos livres para lutar entre si, sem amachucarem os carros. Simples.
Ainda há quem acredite no pai natal! Sem ofensa mas, isso era pedir o impossível!
Pity
29 Novembro, 2016 at 20:48
Impossível não era. Era assim que deveria ser, desde que fossem os únicos candidatos ao título.
Roger M
30 Novembro, 2016 at 10:31
Acha que a Mercedes gostaria de perder mais uma dobradinha, e com ela mais pontos, e mais euros? Não me parece.
Pity
30 Novembro, 2016 at 10:38
Pois, coitadinhos, eles são tão pobrezinhos que podiam ir à falência 🙂 Arranje uma desculpa melhor, acho que consegue.
João Pereira
30 Novembro, 2016 at 12:41
Tudo dito! Totalmente de acordo. Permito-me acrescentar que neste caso, até o primeiro e segundo de pilotos estavam garantidos, só faltava saber quem era qual. Aquilo que fica patente, é que qualquer um dos dois podia ser campeão desde que fosse alemão. Essa é que é essa!
Sr. Dr. HHister
29 Novembro, 2016 at 20:17
Eu entendo a posição da Mercedes durante a corrida e entendo Hamilton. Foi custoso de ver porque queria o Nico campeão, mas o que Hamilton fez foi legítimo. Tentou ganhar com as armas que tinha, dentro dos regulamentos, e já vimos bem pior. Tudo o resto é drama.
Frenando_Afondo™
29 Novembro, 2016 at 20:45
Mais uma vez a Mercedes está mais preocupada em pressionar e condicionar Hamilton que celebrar o feito de mais dois títulos para a Mercedes…
Se Hamilton tivesse a lutar contra um piloto de outra scuderia e o discurso seria bem diferente. Hipócritas.
Qualquer uma das decisões que tomem (demitir ou multar) é estúpida, uma (demitir) acaba com a excelente parceria que tem dado excelentes resultados até agora (e ainda por cima deixa um dos melhores pilotos do mundo de volta no mercado, julgam mesmo que a Ferrari não vai mover ficha para garantir Hamilton na sua estrutura? Pensem bem).
Multar vai deixar Hamilton condicionado e pressionado, porque primeiro não fez nada de mal, lutou com as armas que tinha para poder ter chances de voltar a ganhar o título, não prejudicou ninguém a não ser Rosberg (que era aintenção de abrandar o ritmo de corrida), por isso vão multar o quê? Desobedecer ordens? Ok. Mas ele também tem o direito de vos exigir de saber a verdade: ordens porquê? Se estava tudo ganho? Porque dizer que “ele podia ter perdido a corrida” é uma grande treta, a Mercedes sabe perfeitamente quantos décimos de segundo (se não mesmo segundos inteiros) tinha Hamilton debaixo do pé e assim que Rosberg perdesse a posição para Vettel ele ia-se embora, especialmente tendo o melhor monolugar e “ar limpo”.
Estou para ver como será o próximo ano se Hamilton continua na estrutura, arriscamo-nos a ter outro 2016, em que Hamilton tem corrida atrás de corrida problemas no monolugar que não falhou uma unica vez na pré-temporada. Vai ser uma coincidência “daquelas” se isso acontecer.
pascasio
29 Novembro, 2016 at 21:52
Estão a fazer um bluff ridículo! Na verdade eles teem medo que vá embora, porque sabem do que ele é capaz! Já mais ele será submisso, a ésta escumalha!
aguia25
29 Novembro, 2016 at 20:56
Vocês é que deviam ser demitidos, face aos constantes problemas no carro do LH durante o ano. Incompetentes!
pascasio
29 Novembro, 2016 at 21:46
Não passa de bluff! Não tarda a estarem de novo submissos! Os homens da Mercedes, na verdade tenhem medo que ele acabe na concorrência. E tenhem motivos para isso!
STP
29 Novembro, 2016 at 22:20
Caro tótó, em pulgas para conhecer a sua decisão, é qualquer que seja a sua decisão de eventualmente penalizar o Lewis, é bem capaz de cai o Carmo na Trindade como se diz cá no burgo.
Espera-se que o travesseiro tenha sido bom conselheiro!
asfalto
29 Novembro, 2016 at 22:30
Todos os pilotos tem uma passagem mais infeliz, seja manobra ou atitude, mas acontece, a diferença é que na maior parte deles essas passagens esquecem-se, e em alguns tudo continua bem na nossa memória. É que são repetitivos.
anotheruser
29 Novembro, 2016 at 22:54
A sério?!
Será que acham que os adeptos são assim tão idiotas a ponto de não perceberem que isto é apenas o “sô Toto” a tentar mostrar que manda antes de ir toda a gente de férias.
Foi desafiado e vai acabar por ter de empurrar o seu orgulho pela goela abaixo com … champanhe.
… Há quem não goste de “extra-seco”.
VarioR
29 Novembro, 2016 at 23:57
“Lewis, acelera se não o Rosberg ainda perde o campeonato para ti”
Épico
Palhaços, este dirigentes é que deviam ser castigados pela FIA por terem feito tudo para que o Rosberg fosse campeão.
Hamilton é muito mais piloto que Rosberg