Sondagem da Semana – Qual o futuro para as competições motorizadas? – Resultados
O tema da sustentabilidade ganha cada vez mais importância no futuro das competições motorizadas. O mundo precisa de medidas imediatas para travar, ou pelo menos minimizar as alterações climáticas e o desporto motorizado começa a encarar o tema com a devida seriedade.
Neste momento há três grandes vias que estão a ser seguidas:
Os carros elétricos com baterias, conceito usado na Fórmula E e que parece ser a tendência com mais força noutras competições, apesar dos danos colaterais desta via serem pouco referidos. A exploração mineira certamente terá de crescer para fazer frente às necessidades e cujo impacto ambiental não pode ser negligenciado;
O hidrogénio, aposta do ACO para o endurance, num conceito que se baseia numa tecnologia que ganha força, mas que tem como base uma filosofia que não privilegia a eficiência, com os custos energéticos de produção e armazenamento do hidrogénio ainda a serem demasiado altos;
Os combustíveis sintéticos, a solução que se tornou aposta da F1, mas que carece de desenvolvimento e embora resolva os problemas a curto prazo, não permite uma visão realmente futurista de alta eficiência.
O que perguntamos esta semana foi qual destas três correntes agradava mais aos leitores? Qual a via mais benéfica para ao desporto, quer a nível do espetáculo, quer a nível da relevância da tecnologia?
O uso de combustíveis sintéticos ganhou a votação por larga maioria, com 59,1% dos votos, seguido dos carros movidos a hidrogénio (17%) e com um empate entre os carros elétricos com baterias e outras soluçõe (11,9%).

Não surpreende que os combustíveis sintéticos tenham reunido consenso entre os leitores do AutoSport. Uma das críticas que se tem apontado às competições elétricas é a falta de “alma” dos motores silenciosos, que apesar de ulta eficientes, não têm o som pelo qual todos os fãs de corridas se apaixonaram. A tecnologia em si é claramente interessante pois permite utilizar infraestruturas já enraizadas no nosso dia a dia com o mínimo de mudança, sendo que uma das vertentes para o uso de combustíveis sintéticos passa pela utilização do dióxido de carbono retirado da atmosfera. É uma tecnologia ainda em desenvolvimento mas que poderá dar soluções mais viáveis a curto prazo.
O inesperado chegou com o resultado das outras vias propostas com os carros elétricos a baterias atrás dos veículos movidos a hidrogénio. Não deixa de ser surpreendente que a tecnologia que já é usada em algumas competições como a Fórmula E e que continua a ser aposta, com o ETCR e o Extreme E é uma das menos votadas. O hidrogénio poderá permitir, tal como os combustíveis sintéticos o uso de infraestrutura existente para fornecimento e distribuição, apesar das inevitáveis adaptações. Mas é uma forma “limpa” de energia. Tal como os carros elétricos, a sustentabilidade da energia depende da forma como ela é criada, e apesar de um carro elétrico não emitir diretamente resíduos de carbono para a atmosfera, só poderá ser uma energia verdadeiramente limpa se a eletricidade para produção e armazenamento for produzida também de forma limpa. De nada vale todos usarmos elétricos se isso implica que centrais termoelétricas continuarem a emitir gases poluentes. O hidrogénio tem um problema semelhante pois a sua produção e armazenamento é ainda muito exigente do ponto de vista energético. Mas o certo é que a tecnologia tem ainda um longo caminho a percorrer e os leitores do AS olham para o hidrogénio como uma solução mais forte do que os atuais elétricos. Quanto aos combustíveis sintéticos parecem o melhor compromisso entre sustentabilidade e paixão.
VOX POP
vasco__moura
Depende, todas elas são interessantes de um ponto de vista tecnológico. E todas elas serão relevantes para a vida comum durante décadas. E desde que tenha rodas e ande rápido, o desporto automóvel nunca vai morrer. Venha qualquer uma delas, o que queremos é boas corridas e emoção!!
mario
Eu sou a favor dos combustíveis sintéticos. Até porque podem ser produzidos por captura de CO2 da atmosfera. Por muito cara que seja a tecnologia, ela já existe e a F1 é rica e pode pagar o desenvolvimento dessa tecnologia.
Scb
“Outra” porque não existirá uma solução única, milagrosa para o mercado automóvel, mas um leque de opções, para diversas utilizações, logo existirão várias competições para que as marcas façam promoção e desenvolvimento das suas tecnologias, e adaptadas aos diversos modelos de competição: Sprint, Endurance, condições extremas (Rali/Raids).
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Aníbal José Russo
6 Fevereiro, 2021 at 18:27
Por que será que tanto se fala na pegada deixada pelos motores de combustão e nunca se refere a negríssima pegada das baterias auto?
Nunca há referências ao destino a dar e a (im)possibilidade da reciclagem das mesmas? O lóbi electrico vai levando vantagem, por enquanto.
Esperemos para ver.