Sondagem da Semana: Deve a FIA intervir no problema do “Porpoising”?
O Porpoising tem sido um problema transversal a praticamente todas as equipas da F1 este ano. Um problema que vem da maior preponderância dos fundos dos monolugares para a criação de apoio aerodinâmico. O “Porpoising” ou as oscilações.
“Porpoising” (as oscilações dos carros que vemos nas retas), um termo que se refere ao movimento que os botos (golfinhos, baleias) fazem quando estão no mar, mergulhando e voltando à tona passou a ser problema nos testes de inverno. Nos carros isso nota-se como uma espécie de ressalto que vai acontecendo na frente e na traseira do carro. Isso deve-se à força descendente que é criada pelo fundo. Ao chegar à carga máxima, pode acontecer que haja uma separação dos fluxos de ar no fundo do carro, o que provoca uma perda temporária de força descente que é de seguida recuperada, o que provoca os tais ressaltos.
As equipas tiveram de lidar com esse problema e algumas já encontraram soluções, mas é algo que afeta a grande maioria das equipas. Se até agora era apenas um problema técnico, está a tornar-se num problema de segurança para os pilotos que se queixam de dores nas costas e de necessidade de sessões de fisioterapia para minimizar os efeitos. Lewis Hamilton saiu do carro em Baku visivelmente afetado, Daniel Ricciardo foi visto a queixar-se das costas antes das flash interviews e Pierre Gasly também foi um dos pilotos que referiu que as oscilações têm obrigado a mais sessões de fisioterapia. Mais, num dos onboards de Hamilton, um dos ressaltos quase atirou o britânico contra os muros, algo que se repetiu durante quase toda a corrida segundo o #44.
Toto Wolff diz que a FIA deve olhar para este problema e tentar encontrar uma solução, Christian Horner diz que se trata apenas de um estratagema para que a FIA facilite o caminho a quem não fez bem o seu trabalho. Se por um lado as equipas podem aumentar a altura ao solo dos carros, minimizando as oscilações, por outro perdem performance. Assim devia ser responsabilidade das equipas olharem pelo bem estar dos seus pilotos. No entanto, a FIA tem tido um papel fundamental na segurança dos pilotos e o exemplo do HALO pode ser usado aqui. Em termos de performance, seria a última coisa que os engenheiros implementariam, mas foi um upgrade tremendo ao nível da segurança. Isto significa que não se pode contar com as equipas para olharem para a segurança como prioridade. Esse papel é da FIA.
O desafio que lançamos hoje aos leitores é relativamente simples. Deve a FIA intervir no problema do “Porpoising”, uma vez que podemos estar perante um problema de segurança. O órgão federativo não deve fazer nada, pois trata-se de uma questão apenas técnica e uma possível intervenção poderá prejudicar equipas que conseguiram resolver o problema? O leitor tem a palavra e a caixa de comentário deve ser usada para complementar o seu raciocínio.
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Sky
14 Junho, 2022 at 17:50
Isto é deveras engraçado a vários níveis.
Primeiro, o problema não é exclusivamente aerodinâmico, mas também é relacionado com todos os sistemas de suspensão que foram entretanto proibidos pela FIA, e que já eram basicamente uma suspensão activa que a própria FIA já não conseguia policiar.
A Mercedes sabe que o carro deles produz números incríveis no túnel de vento deles, e que se pudessem voltar a controlar a base aerodinâmica com suspensão activa, como têm vindo a pedir, eles seriam imediatamente competitivos.
Daí a choradeira toda, e a melhor imitação de Nigel Mansell que se viu desde que o dito cujo se retirou.
Por último é quase cómico ver estes pilotos super bem preparados fisicamente, queixarem-se de coisas que os pilotos de antigamente tinham simplesmente que aguentar. Mete em perspectiva a lenga lenga do costume do “os pilotos antigamente estavam em muito pior forma, por isso é que sofriam tanto”. Talvez sofressem menos com as suspensões milagrosas que estes meninos tinham até ao ano passado.
Isto tudo para dizer que não, a FIA não deve intervir coisa nenhuma. Isto não é um problema de “segurança” como estão a tentar fazer crer, nem um problema de saúde, e se alguém se sente “desconfortável”, que se queixe à equipa e aos engenheiros. A Mercedes admite andar com o carro tão baixo que anda em cima dos batentes dos amortecedores, e depois admiram-se que é desconfortável?…
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
14 Junho, 2022 at 19:46
Muitíssimo bem escrito!
Cumprimentos
Manuel Costa
14 Junho, 2022 at 17:55
Se existem situações em que as oscilações poem em causa a integridade física dos pilotos (provavelmente daqui a alguns anos haverá pilotos que irão sofrer sequelas na coluna em virtude destas oscilações), então as equipas deveriam evitá-las, provavelmente em detrimento da eficiência dos carros. O problema é que nem as equipas, nem os pilotos, querem perder performance e portanto esta situação vai continuar. É claro que é a Mercedes que mais sofre com este problema, mas a Ferrari, embora tenha um carro eficaz, também oscila muito e quem sabe, poderá estar na origem da falta de fiabilidade.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
14 Junho, 2022 at 17:57
Como no carro de Russell não se passa nada de errado, a FIA resolveria facilmente esta questão da “dor nas costas” colocando umas almofadinhas especiais, quiçá ortopédicas, no carro de Hamilton…(apesar de eu achar que anda a doer-lhe mais o ego do que as costas)
Alguém terá por aí algum livro do Tarzan Taborda que se possa enviar por caridade ao Hamilton?
Cumprimentos
JS1970
15 Junho, 2022 at 4:54
Tenho um melhor do que esse… O livro é “PEREZ NO FIGHTING” já o deves ter lido variadíssimas vezes!!!
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
15 Junho, 2022 at 6:34
Olha, olha… já há algum tempo que esta conta do “multi-nicks” não aparecia.
Deves andar a rapar o tacho das contas para tirar os restos da cebolada… “hahahaha”
Cumprimentos
787B
15 Junho, 2022 at 6:38
Bom dia !
Sergio Pérez – 129 pontos
G.Russel – 099 pontos
L.Hamilton – 062 pontos
Cumprimentos
asfonseca
15 Junho, 2022 at 14:04
É do conhecimento publico que os MB’s correram com setup bem, diferente na prova.Por opção do Hamilton, o carro saltava bem mais do que o do Russel (bem visivel nas imagens), essa ironias servem para quê? Não era muito mais interesssante conversar saudavelmente e objectivamente sobre os aspectos das corridas e seus intervenientes, em vez de andar com os clubismos?
Já parece discussões Porto/Benfica/Sporting, etc…
Lagafe
14 Junho, 2022 at 18:20
No transcurso de 2022 não deve intervir para não afetar a verdade desportiva excepto se as TODAS as equipas estiverem de acordo. Não deve haver alterações em beneficio de uns como fizeram com o peso mínimo e como o Horner está a tentar fazer com o limite orçamental. Para 2023 pode abordar outras soluções, eventualmente uma suspensão ativa standard.
Augusto Oliveira
14 Junho, 2022 at 18:40
Palhaçada, não são capazes de fazer um carro de jeito e agora querem forçar a alteração dos regulamentos. Esperava-se uma coisa destas do Lulu e do Toto, mas sinceramente não esperava do Russell, está a começar a ficar contaminado…
Scb
14 Junho, 2022 at 19:09
E o Autosport vai no engodo do problema de “segurança”. Existiram diversas reuniões técnicas desde que foram anunciadas as novas regras, e é curioso que uma equipa fala em dores nas costas só depois de introdução de determinados upgrades, que afinal não funcionaram ao contrário do que parecia no final da primeira corrida. Aí não existia dores nas costas. Quando os carros apareceram a saltitar em Barcelona não se ouviram falar em segurança. As equipas meteram mãos à obra e umas conseguiram melhorar mais outras nem tanto. Passaram alguns meses após uma mudança radical de regulamentos e agora querem mudar as regras porque estão atrás?
Pity
14 Junho, 2022 at 19:18
Acho que não é uma questão de sim ou não simples, apesar de ter votado no sim. A razão porque o fiz, prende-se não só com as questões físicas dos pilotos, como com a possibilidade, em circuitos com correctores altos, do carro ser catapultado e causar um acidente grave. E não me venham com a conversa de que nesse caso, o piloto que não pise o corrector, porque todos o pisam, na tentativa de ganharem uns milésimos que sejam.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
14 Junho, 2022 at 19:51
Que surpresa!
A forista Pity há-de me dar um exemplo, um único, em que a sua opinião tivesse ido contra os interesses do Hamilton…
Cumprimentos
Pity
14 Junho, 2022 at 20:53
Por acaso o Hamilton foi o único piloto que se queixou? Basta ler o artigo para ver citados outros pilotos. Eu não sou como você, que “só tem olhos” para o Alonso. E digo mais, se tivesse sido o seu querido Alonso a queixar-se, a minha opinião seria a mesma. Eu não quero o mal de ninguém e nem sequer citei nomes, você é que está a fulanizar a questão.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
15 Junho, 2022 at 6:38
Tenho “olhos para o Alonso” e para o que a Pity escreve também.
Por isso é que sei bem o que é que a casa gasta…
Cumprimentos
Pity
15 Junho, 2022 at 17:08
Eu também sei o que a sua casa gasta. Estou curiosissima em saber com quem você (e mais uma dúzia) irão embirrar quando o Hamilton se reformar. É a história dos trolls de que fala outro artigo.
Não me chateies
14 Junho, 2022 at 21:17
Têm uma solução simples, aumentem a altura do carro ao solo e reduzam o efeito solo do carro do Hamilton. Era interessante perceber quando a F1 passou da posição sentado para a posição deitado, não seria mais vantajoso a F1 herdar a filosofia dos LMP1, que por muito caros que fossem nunca chegaram ao nível de custos da F1.
Miguel Sousa
14 Junho, 2022 at 21:42
Visto que as equipas não se ralam com os pilotos e estes também querem o carro mais rápido possível o que a FIA podia fazer era controlar o nível de saltitar, se uma equipa não conseguir só tem que levantar o carro e perder uns segundos, antigamente tínhamos um carro que tinha mais CVs e mais apoio aerodinâmico que os outros agora temos uns que saltam menos, paciência, é a vida!
Cágado1
14 Junho, 2022 at 22:04
O porpoising atingiu em Baku claramente um nível que põe em causa a segurança e a integridade física dos pilotos – a níveis muito diferentes, mas todos. Por isso, sem mais argumentação, ou nhé, nhé, nhés, a resposta é simples: Sim! Façam-no de uma maneira simples e verificável, aumentem a altura do patim central e não permitam que o seu desgaste passe de x mm – foi feito atabalhoadamente no passado, pode voltar a ser feito, como medida temporária.
Se quiserem complicar um bocadinho mais, ponham um oscilosópio dentro de cada carro. Registem os dados e limitem as amplitudes e frequências de oscilação, nos pontos críticos dos circuitos. Os que precisam levantar os carros para cumprir façam-no; os que não precisam, não façam! Mas parem com isso, que ainda pode dar asneira e pode ter efeitos graves para o futuro (quem mais se queixou até foi um piloto dos mais jovens).