O primeiro passo para um sistema de rotação de Grandes Prémios já foi dado. Com o anúncio da renovação de contrato entre a F1 e Spa-Francorchamps ficamos a saber que o sistema tem já porta aberta com a pista belga a não receber provas em 2028 e 2030, apesar de ter contrato assinado até 2031.
A ideia do sistema de rotação de alguns Grandes Prémios é já uma ideia que vem sendo discutida. A ideia surgiu da necessidade de chegar a mais circuitos, sem aumentar os números de provas por ano. As queixas das equipas e dos staff têm sido recorrentes e o cansaço que se instala no paddock é frequentemente motivo de notícia. Com um sistema rotativo, a F1 poderia chegar a mais circuitos, sem a necessidade de sobrecarregar ainda mais as pessoas que trabalham na F1.
Em novembro, o CEO da F1, Stefano Domenicali, anunciou que os planos para a rotação de alguns Grandes Prémios Europeus estão prestes a ser finalizados, permitindo potencialmente que o calendário do circuito inclua mais locais. Com 24 corridas agendadas para 2024 – o maior calendário da história da F1 – há pouco espaço para acrescentar novas pistas. Domenicali mencionou o exemplo da alternância de corridas entre Zandvoort e Spa-Francorchamps como parte deste sistema rotativo, o que ajudaria a gerir a elevada procura de novos locais de corrida. Agora já é conhecido que Spa vai entrar no sistema de rotatividade. Só falta saber com que circuito vai trocar, mas tendo em conta o que disse Domenicali e que o circuito de Zandvoort termina contrato em 2026, não surpreenderá se for anunciada a rotatividade entre estes dois circuitos.
O sistema de rotatividade poderia servir para permitir que circuitos que agradem aos fãs e que tenham uma forte base de adeptos pudessem entrar no calendário e sentir espaçadamente as emoções da F1. Um circuito como Portimão poderia beneficiar desse sistema, mas Mohammed ben Sulayem afirmou recentemente que será difícil a Portugal entrar no calendário. O dinheiro manda e a F1 procura novos palcos dispostos a despenderem largos milhões e, por isso, o mais certo e algumas pistas europeias com mais tradição entrarem num sistema de rotatividade para dar lugar a novos destinos mais exóticos.
A questão da sondagem desta semana é simples: Se concorda ou não com este sistema de rotatividade? Se olha para a possibilidade de uma temporada sem uma passagem por Spa com bons olhos? Se acha que este sistema pode beneficiar a F1 com a chegada de novos destinos que podem acrescentar novidades interessantes? O leitor tem a palavra:









