Ainda mal saiu… e já está a pensar no regresso. É esta a posição do francês Romain Grosjean após ter sido concluído o negócio de compra da Lotus e consequente regresso da Renault à Fórmula 1. O piloto iniciou a sua carreira na modalidade com a casa do losango e é por isso que agora veio a público manifestar o seu desejo de um reencontro futuro.
“Enstone é um grande capítulo da minha vida” referiu ao AutoSport inglês. “As pessoas que lá estão são amigos e família e conheço todos os cantos daquela casa. Houve anos em que até lá estive no dia de natal. Quando vivia no Reino Unido, ia no dia 24 com o meu cunhado”, contou.
Após quatro anos de ligação à Lotus, Grosjean decidiu sair após a incerteza que rodeava a equipa (esteve por inúmeras vezes envolvida em problemas financeiros), aceitando a oferta de Gene Haas para correr na nova equipa com o nome do patrão norte-americano mas, mais do que isso, com o apoio técnico e os motores da Ferrari. O francês já admitiu que espera impressionar os executivos de Maranello e atrair com isso um lugar na Ferrari no futuro, mas a decisão de representar a Haas foi tomada sem saber que a Renault iria regressar à Fórmula 1 como equipa.
“Foi difícil sair, mas não estarei muito longe deles no paddock. E quem sabe? Talvez em três, quatro anos, eles consigam produzir um carro capaz de lutar pelo campeonato do mundo, liguem-me e digam-me ‘vamos vencer juntos’. Seria o ideal. Como francês seria fantástico.”
Com o regresso da Renault no comando da fábrica de Enstone, Romain Grosjean acredita que a equipa tem condições para colar-se aos lugares da frente:
“É uma equipa campeã do mundo. E as vitórias em 2005 e 2006 não foram assim há tanto tempo. Existe muito potencial em Enstone. Sei-o há muito tempo e eles também, mas é difícil prová-lo quando não se têm as ferramentas necessárias”, concluiu.










