Presidente da FIA revela o seu “sonho” para a F1: Novas equipas – uma da China, outra dos EUA

Por a 7 Janeiro 2024 19:17

São muitas as diferenças entre o que pretende a FIA e os detentores dos direitos comerciais da Fórmula 1 – Liberty Media – assim como, as equipas que completam a grelha da competição mundial. Mohammed ben Sulayem afirmou, muito recentemente, não ter receio de uma cisão entre as partes, mas o apoio do responsável máximo da entidade federativa que regula a Fórmula 1 à entrada de uma nova equipa, tem sido muito debatida pelas atuais estruturas. Agora, o Presidente da FIA revela que o seu “objetivo ou sonho” é ter duas novas equipas, uma totalmente norte-americana e outra vinda da China, com pilotos desses países aos comandos dos monolugares. 

A candidatura da Andretti Autosport, com o apoio da Cadillac, recebeu ‘luz verde’ da FIA, mas o processo de entrada na Fórmula 1 – que como sabemos não é bem recebida pela “larga maioria” das equipas – ainda não foi finalizado, faltando o acordo entre a estrutura liderada por Michael Andretti e pela Formula One Management. Sem isso, a Andretti não compete no mundial, mas Mohammed ben Sulayem já pensa no próximo passo. 

Existe uma equipa registada nos EUA – a Haas – apesar das suas operações acontecerem na Europa, e já existe um piloto norte-americano no pelotão – Logan Sargeant – mas o Presidente da FIA queria ver um outro cenário. “Se me perguntarem qual é o meu objetivo ou sonho, eu digo: uma equipa completa dos EUA, com um piloto e uma equipa completa da China, com um piloto”, disse à publicação Motorsport Magazin. “No geral, diria que a minha missão está no caminho certo e estou a falar de construtores. As pequenas equipas vão e vêm. Quando vêem lucro, vendem a equipa. Os fabricantes estão lá para preencher os lugares que vão surgindo. Também é preciso encontrar um equilíbrio entre qualidade e quantidade”.

Com fortes divisões entre FIA e equipas – uma das últimas foi a criação da função de Comissário da Fórmula 1, que servirá para ajudar a FIA nas suas estratégias e melhorias nas corridas, reportando diretamente a Mohammed ben Sulayem, e que as estruturas esperavam que o trabalho da Comissão da F1 fosse o suficiente para que tudo estivesse a funcionar na disciplina – o líder da entidade federativa não deixa de colocar alguma ‘lenha na fogueira’. 

Mohammed ben Sulayem explicou ainda que com mais fornecedores de unidades motrizes, “as equipas privadas também têm uma escolha melhor. Não serão manipulados por um ou dois fabricantes quando se trata da Comissão de F1. Assim, não se diz: ‘Eu dou-vos o motor, vocês têm de dizer isto ou aquilo’. E o preço também vai baixar em consequência disso. Os fabricantes estão aqui para ficar. Têm um plano e cumprem-no”. 

Tanto a questão da entrada de novas equipas, como o novo regulamento das unidades motrizes, aprovado para entrar em vigor em 2026, têm sido anunciados pelo Presidente da FIA como conquistas suas. Não deixando de ter, em parte, razão, tanto para um como para outro tema, houve e terá de continuar a haver, cedência de parte a parte. A FIA e as equipas cederam para permitir, por exemplo, o interesse do grupo Volkswagen nos novos motores e poderá ter de acontecer algo parecido para a Andretti poder competir.

Foto: Philippe NANCHINO/MPSA

1 comentários

  1. Leandro Marques

    7 Janeiro, 2024 at 21:24

    “as equipas privadas também têm uma escolha melhor. Não serão manipulados por um ou dois fabricantes quando se trata da Comissão de F1. Assim, não se diz: ‘Eu dou-vos o motor, vocês têm de dizer isto ou aquilo’.

    O principal desta notícia está aqui. Conforme as coisas se têm passado nos últimos anos era preferível diminuir os “poderes” da comissão da F1 e devolver à FIA. Espero que seja isto que vá acontecer com a figura que o órgão regulador criou.

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