A atitude de Kevin Magnussen, piloto da HAAS, na corrida Sprint de Miami resultou em quatro penalizações para o piloto e vamos ver se a ‘coisa’ fica por aqui. Provavelmente, não. Está em cima da mesa a eventual violação do artigo 12.2.1.I do Código Desportivo Internacional, que proíbe “qualquer tentativa de influenciar o resultado de uma competição de uma forma que seja contrária à ética desportiva”.
O piloto está embaraçado pelo papel que se sujeitou a passar, as táticas que utilizou no duelo com Lewis Hamilton, de modo a permitir que o seu colega de equipa pudesse somar pontos, tal como sucedeu.
As atitudes, porque foram várias as situações, valeram-lhe quatro penalizações distintas, e ainda está em cima da mesa ser acusado de conduta anti-desportiva – porque o que se passou foi muito para lá de simples luta por posição em pista – e agora vamos ver o que fazem os Comissários Desportivos, porque Magnussen está ou vai ser investigado.
Declarações públicas de Magnussen já deram a entender que não está contente com o que fez, mas admite que tinha de o fazer.
A comunidade da F1, ou pelo menos boa parte dela, está espantada com o sucedido, e os responsáveis da F1 não devem ter gostado mesmo nada do que viram.
Magnussen recebeu três penalizações de 10 segundos por sair repetidamente da pista e ganhar vantagens, mais uma penalização de cinco segundos e uma bandeira preta e branca de aviso, por abuso adicional dos limites da pista durante a corrida de 19 voltas na pista de Miami. Tudo, devido à sua luta contra Lewis Hamilton, que ‘travou’ por todos os meios possíveis e imaginários para permitir a Nico Hulkenberg conquistar pontos, o que sucedeu.
Ironicamente, Lewis Hamilton acabou por terminar a sua corrida em 16º após uma penalização por excesso de velocidade nas boxes. Ironia, das ironias…
Agora, Kevin Magnussen admite que as penalizações “foram bem merecidas”. Justifica as suas ações como necessárias para defender a posição de Hulkenberg e marcar pontos para a equipa. Falou em “cumprir uma missão”.
Comparou as suas ações à tática usada em Jeddah para defender outros pilotos da Haas. Admite que não gosta de “táticas estúpidas”, mas que eram necessárias naquela situação.
“Todas as penalizações foram bem merecidas. Não tenho qualquer dúvida sobre isso. Mas eu tinha que jogar o jogo novamente. Eu estava numa posição muito boa atrás do Nico. No início da corrida ganhei muitas posições, estava em P8 e a proteger-me bem do Lewis porque tinha o DRS do Nico e tinha bom ritmo. Mas depois o Nico cortou a chicane e eu perdi o DRS. O Nico podia ter-me devolvido o DRS para me proteger, porque assim teríamos ficado facilmente em P7 e P8. Em vez disso, fiquei muito vulnerável ao Lewis [e] começámos a lutar como loucos.”
Por fim, ainda há a questão dos pontos que tem na super licença, não sendo claro qual o somatóruio neste momento…
Nota final para dizer que foi vergonhosa a forma como Kevin Magnussen lutou em pista, e muito provavelmente isto vai ser de aprendizagem para a FIA balizar o que é razoável, ou não.
Neste momento já se fala na possibilidade dos Comissários Desportivos de pista poderem sancionar fortemente Magnussen ao abrigo do artigo 12.2.1.I do Código Desportivo Internacional, que proíbe “qualquer tentativa de influenciar o resultado de uma competição de uma forma que seja contrária à ética desportiva”, o que Magnussen já admitiu ter feito.









