Quem viu a emotiva despedida de Felipe Massa no GP do Brasil do ano passado ficou com a certeza que o brasileiro iria mesmo ‘reformar-se’ da Fórmula 1, mas afinal o que aconteceu foi um processo em que a equipa pensou que ele se queria ir embora e o brasileiro começou a achar que a equipa não o queria mais.
O desfecho foi mesmo a despedida, mas depois Nico Rosberg lançou uma ‘bomba’ e essa ‘bomba’ culminou com o regresso de Felipe Massa à Williams, que não tinha grande alternativas para ocupar o lugar deixado vago por Valtteri Bottas, que como se sabe foi para a Mercedes. A Williams ficou com 10 milhões de euros na mão mas sem piloto e o brasileiro resolveu a questão. Mas agora um ano depois, a velha história está de regresso só que desta feita com uma nuance, Massa quer ficar.
Ironicamente, numa disciplina em que é difícil chegar, há tanto jovem de qualidade que ficou à porta, por exemplo António Félix da Costa, é curioso perceber que uma equipa como a Williams quer um piloto melhor… e não há. Claro que há contratos para cumprir, mas a verdade é que no plantel não existem pilotos disponíveis para ir para a Williams e por isso, para além de Massa, os candidatos são Paul Di Resta e Robert Kubica. Veja-se bem…
E a Williams volta a ter para 2018 o mesmo tipo de problema que teve para 2017, sente que Felipe Massa não é o piloto que queriam, mas não têm grandes alternativas. Percebe-se que os responsáveis da equipa de Grove não queiram ter dois pilotos com pouco experiência na equipa, se assim fosse não faltariam candidatos, mas ao que tudo indica ainda não será em 2018 que a Williams reúne condições para se chegar mais à frente, mesmo que o novo carro engendrado por Paddy Lowe seja bem melhor que este.
“A equipa conhece-me bem e sabe que o posso fazer. Tenho a certeza que a maior parte da equipa está do meu lado, principalmente engenheiros e quem percebe de automobilismo, mas a verdade é que podem existir outras coisas, e talvez o talento não seja decisivo”, disse Massa, que não quer esperar muito tempo por uma definição da equipa: “Estou totalmente motivado para continuar, mas não vou esperar até dezembro. Espero que tudo se resolva nas próximas semanas. Não quero ir para as últimas duas corridas sem saber sobre meu futuro”, concluiu.











