Em contraste com as curvas rápidas de Silverstone, em Hungaroring a pista é estreita e tem uma série de curvas consecutivas e mais lentas, o que significa que os pneus estão constantemente a trabalhar, sem descanso, para além de que ultrapassar é complicado, e este é um fator importante no planeamento da estratégia da corrida, uma vez que a posição em pista é fundamental.
No ano passado, os pneus para piso molhado e os intermédios foram utilizados no início da corrida devido à chuva, mas antes disso, em 2019 (com a mesma nomeação de pneus C2, C3 e C4) foram utilizadas tanto as estratégias de uma paragem como as de duas paragens, com Lewis Hamilton a vencer a corrida, com duas paragens pelo meio.
Mario Isola, da Pirelli, avisa que não esperam grandes surpresas, em termos de pneus, já que Hungaroring não é nenhuma pista desconhecida para o fornecedor italiano de pneus.
“Em termos de pneus, não esperamos surpresas particularmente grandes de Hungaroring, que tem sido uma constante no calendário e assinala o fim da primeira metade da época. As características que definem a pista são todas as curvas apertadas em sucessão rápida, sem longas retas para arrefecer os pneus, e o tempo quente. Isto torna Hungaroring realmente mais exigente aos pneus do que parece inicialmente, pelo que é provável que seja necessário algum grau de gestão no composto macio, em particular. Como resultado, a melhor estratégia nem sempre é óbvia – com abordagens diferentes que muitas vezes produzem um tempo global de corrida semelhante, dependendo das circunstâncias individuais. É por isso que temos visto muitas vezes algumas corridas taticamente intrigantes no Hungaroring, mantendo o resultado final em dúvida até ao fim e proporcionando um desafio interessante para os engenheiros”.











