George Russell falou sobre o acidente com Valtteri Bottas. O GP da Emilia Romagna ficou marcado por uma aparatoso acidente entre Valtteri Bottas e George Russell, que levou à interrupção da corrida. Ambos lutavam pelas duas posições finais do top 10 quando bateram a alta velocidade em Tamburello.
Russell tentava passar o Mercedes, quando este se chegou ligeiramente para a direita, levando Russel à relva, com o inglês a ‘perder’ o controlo do Williams e a bater forte no Mercedes, despistando-se ambos. Saíram dos carros sem lesões, mas Russell não ficou contente com Bottas: “Eu estava a chegar ao Valtteri (Bottas) muito depressa e tinha o slipstream e o DRS ativado. E tal como eu saí, ele chegou-se muito, muito ligeiramente para a direita, o que é uma defesa táctica que os pilotos no passado costumavam fazer. Foi uma espécie de movimento Verstappen de 2015.
“Há um acordo de cavalheiros de que não é isso que se faz, porque é incrivelmente perigoso. Em condições completamente secas eu teria ficado bem, mas isso pôs-me na zona molhada e perdi o carro.
É um incidente infeliz, mas vamos a 330 Km/h e é preciso respeitar a velocidade e as condições. Perguntei-lhe se ele estava a tentar matar-nos aos dois. Estamos a rodar incrivelmente depressa, conhecemos as condições.
“Aos seus olhos, ele não está realmente a lutar por nada. Um nono lugar para ele não é nada, mas para nós na Williams é tudo. A ultrapassagem teria sido absolutamente fácil e não há absolutamente nenhuma razão para ele se mover assim.
“Como eu disse, é um acordo de cavalheiros entre os pilotos, sempre dissemos que este tipo de manobra vai causar um dia uma colisão maciça. E aqui estamos nós.
“Somos ambos adultos, vamos ter uma conversa e falar sobre isto. Estou certo de que ele está chateado e frustrado comigo, tal como eu estou com ele”. O mais ténue dos movimentos quando se roda a 330 km/h é na verdade algo enorme. E não é apenas a velocidade, é a diferença de velocidade, provavelmente vou a 50 Km/h mais depressa e estou prestes a ultrapassá-lo. Talvez se eu fosse outro piloto, ele não o tivesse feito”.











