GP do Qatar F1, Fernando Alonso: “Sinto-me pronto para a batalha”

Por a 22 Novembro 2021 09:49

Sete anos depois, Fernando Alonso regressou ao pódio. O piloto da Alpine não provava o sabor do champanhe na F1 desde o GP da Hungria 2014, quando ainda representava a Ferrari. Muito se passou desde então mas o regresso ao pódio de Alonso é um dos pontos altos da sua carreira nos últimos anos.

O pódio nº98 demorou a chegar, mas finalmente aconteceu. No Qatar, Alonso encontrou uma pista que gostou e um carro bem equilibrado, que lhe permitiu fazer aquilo que tão bem sabe e que sempre fez, apesar de nem sempre com os melhores carros à disposição. A longa espera foi compensada com um pódio merecido e uma excelente exibição:

“Este pódio sabe bem. Obviamente, foi uma longa espera desde o último pódio, em 2014, e sim, estou feliz por este. Penso que fizemos uma boa corrida, estratégia de uma paragem, o carro foi ótimo durante todo o fim-de-semana e ontem na qualificação o ritmo obviamente ajudou a começar na frente. Também, com as penalizações desta manhã. Ultrapassámos Gasly na Curva 2, que também ajudou a nossa corrida, a ter um pouco de ar mais limpo e depois uma longa espera. A nossa carreira por vezes sobe e desce. Tive momentos maravilhosos há dois, há três anos ganhando Le Mans, ganhando o Campeonato do Mundo de Endurance, etc., mas obviamente voltando agora em preparação para 2022, este pódio agora, no final do ano, é realmente agradável, e penso que estamos mais prontos do que há 10 meses.

Alonso foi dos poucos usar a estratégia de uma paragem, o que se revelou uma aposta arriscada, mas o asturiano pareceu ter sempre tudo sob controlo:

“Não acho que a degradação dos pneus tenha sido muito má para nós. O nosso carro permite gerir bem os pneus. Fizemos uma paragem apenas também no Brasil na semana passada e hoje penso que tivemos alguma margem para continuar a forçar um pouco mais, mas nunca se sabe, e o Checo estava a chegar bastante rápido no final.

A Alpine conseguiu um excelente resultado, com Esteban Ocon a terminar em quinto, num total acumulado de 25 pontos, um salto significativo na luta pelo quinto lugar da geral, batalha que aconteceu com a Alpha Tauri:

“Não estávamos à espera disto. Honestamente, pensámos conquistar muito poucos pontos entre aqui , a Arábia Saudita e Abu Dhabi, mas obviamente que estes 25 pontos e margem que conquistamos para a Alpha Tauri tornam as coisas um pouco mais fáceis para nós. Mas não podemos relaxar. Qualquer coisa pode acontecer nos próximos dois eventos, e precisamos de manter o foco elevado e, esperamos, conquistar mais pontos para o Campeonato.”

Depois de uma prestação tão boa, a pergunta óbvia é se tal poderá manter-se nas duas últimas do ano, algo que Alonso vê depender das caraterísticas das próximas pistas:

“Penso que manter o nível vai depender do traçado da pista e das características da pista. Na Arábia Saudita, o que vemos nos vídeos, pode favorecer o nosso pacote; Abu Dhabi talvez um pouco menos, mesmo que as novas curvas possam mudar um pouco o cenário. Não sei, sinto-me positivo. Sinto que o que vi este fim-de-semana no carro me deixou bastante otimista para os dois próximos.”

Questionado se terá sido este o melhor desempenho do ano, Alonso não tem bem a certeza, mas acredita que foi o melhor fim de semana da épcoa:

“Não sei se este foi o meu melhor desempenho. Difícil de saber. Provavelmente como um fim-de-semana em geral, este foi o melhor porque sexta-feira, sábado, domingo, fomos muito consistentes. Sochi, penso que também foi bastante bem executado. Só a chuva no final nos impediu de subir ao pódio. Penso que a última parte deste 2021 com certeza… é outro nível em comparação com a primeira parte da época, por isso estou feliz com este ano de regresso e a preparação para o próximo ano é definitivamente outro nível agora.”

O talento de Alonso é inquestionável e a maioria dos fãs gostaria de ver o #14 também em luta pelo título. Em 2022, essa possibilidade irá depender do carro que a Alpine fizer. Se for competitivo, Alonso sente-se pronto para a luta:

“É difícil prever o que vai acontecer nos próximos anos, mas sim, eu adoraria estar na luta com eles (Verstappen e Hamilton) e quem quer que faça um bom carro no próximo ano. Penso que é um reset para todos e cabe-nos a nós produzir um carro rápido. Não é como este ano, que foi uma continuação da última época, mas em 2022 todos têm as mesmas cartas, por isso precisamos de jogar de forma mais inteligente e, esperemos, produzir um carro rápido e se estivermos nessa posição sinto-me forte, sinto-me pronto para a batalha.”

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