GP do Qatar F1: Estratégia de duas paragens deverá ser a preferida
As equipas chegaram ao circuito de Losail com poucos dados sobre a pista e os engenheiros foram recolhendo informações, mas sem qualquer corrida de F1 feita neste traçado todo o fim de semana será de aprendizagem e, por isso, algumas surpresas poderão surgir.
A Pirelli jogou pelo seguro e numa pista com curvas de média e alta velocidade, que entrou no calendário em Setembro, a marca italiana colocou os pneus mais duros da gama como opção para as equipas, com a maioria a esperar que as equipas fizessem apenas uma paragem durante a prova, dada a durabilidade das borrachas. Mas as exigências da pista, especialmente no pneu dianteiro esquerdo, mostraram que fazer apenas uma paragem nesta prova exigiria uma gestão de pneus demasiado pronunciada, pelo que as duas paragens passaram a ser tidas como opção preferencial
Apesar de ainda não se conhecerem as decisões dos comissários, e usando a grelha tal como está definida na hora a que este artigo é escrito, o top 3 largará com os pneus médios, mas com todos os pilotos da grelha a terem apenas um conjunto de pneus duros para usar hoje, a estratégia preferencial deverá contar com duas paragens, a primeira para trocar médios por duros, seguindo-se um stint mais longo, para voltar aos médios. Para quem quiser apostar numa estratégia diferente, a opção dos macios para as últimas voltas está em cima da mesa, mas exigirá mais gestão no stint com os duros.
Mas no top 10 vimos ontem, na qualificação, uma tendência contrária à norma e se as equipas normalmente gostam de começar com médios para abrir mais possibilidades estratégicas do quarto lugar até ao 10º, apenas Carlos Sainz largará com as borrachas marcadas a amarelo. Equipas como a McLaren, Alpha Tauri, Alpine e Aston Martin preferiram passar à Q3 com os pneus macios. A justificação é simples: numa pista que deverá permitir poucas ultrapassagens, a largada será fundamental para um bom resultado, pelo que largar com macios garante mais aderência no arranque. Uma vez conquistada a posição, o resto da corrida deverá ser gerida na pit wall.
Do top 10 para baixo, não será de espantar vermos algumas equipas a começar com pneus duros num primeiro stint longo. Isto pode permitir a quem o faça ganhar algum tempo e gerir o ritmo, começando com um pneus mais lento, mas correndo em “ar livre” com menos carros à sua volta. E se a pista continuar a evoluir como tem evoluído (+30% de aderência desde a primeira sessão de treinos) a vida dos pneus pode até ficar facilitada e a estratégia de apenas uma paragem poderá tornar-se numa opção interessante.


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