GP do México F1: Os destaques da corrida

Por a 30 Outubro 2022 22:44

Não foi uma corrida entusiasmante, mas foi uma corrida que nos prendeu até ao fim com a incerteza tática. Apesar disso, o domínio da Red Bull foi mais uma vez evidente. A Red Bull conseguiu a 16ª vitória do ano, Max Verstappen assinou a sua 14ª vitória (quebrando o recorde que era de Michael Schumacher e Sebastian Vettel) e deixou a concorrência longe. A hegemonia da Red Bull acentua-se e nesta fase não há argumentos para rebater a teoria que a Red Bull é a equipa mais forte e RB18 o melhor carro em pista.

Max Verstappen avisou que não ia fazer favores e a ideia de “oferecer” uma vitória a Sergio Pérez foi logo descartada pelo neerlandês. E em pista, o #1 mostrou ser o mais forte da atualidade, deixando Pérez longe. Verstappen conseguiu mais uma vez gerir muito bem a corrida, esticou o seu stint de macios até onde conseguiu e fez durar os médios até ao fim, beneficiando de uma estratégia mais ousada, mas acertada da Red Bull. Verstappen jogou as suas cartas com mestria e venceu de forma justa. Sergio Pérez não teve argumentos para mais do que o terceiro posto que conquistou. Ainda tentou incomodar Hamilton, sem sucesso e contentou-se com o último lugar do pódio perante o seu público, um mal menor.

A Mercedes poderá ter deixado escapar a oportunidade do ano de vencer uma corrida. A equipa foi conservadora na escolha da estratégia dos pneus, com a escolha médios / duros, apostando na degradação dos pneus médios dos adversários para ganhar vantagem. Mas essa aposta revelou-se errada e a Mercedes perdeu com isso. As borrachas mais macias não se desgastaram tanto e a suposta vantagem da Mercedes esfumou-se, algo que pareceu evidente a meio do último stint, apesar dos engenheiros tentarem manter a motivação dos pilotos. Lewis Hamilton fez uma excelente corrida. Tirou tudo o que podia do seu carro, tentou manter a pressão a Verstappen, mas faltou um pouco mais de arrojo na estratégia. O ritmo era bom ( chegar à vitória seria sempre ambicioso face ao poderoso RB18) mas não o suficiente com os pneus duros. George Russell arrancou mal e foi extremamente cuidadoso para não bater no colega de equipa. Não terá ficado contente com isso, nem com as escolhas estratégicas. Depois do mau arranque, fez uma corrida positiva, mas não conseguiu chegar ao pódio.

Da Ferrari vimos pouco ou nada. Os problemas identificados nos treinos e que se mostraram de forma clara na qualificação não foram resolvidos e a Scuderia contentou-se com o terceiro lugar, atrás da Red Bull e Mercedes. Carlos Sainz e Charles Leclerc não conseguiram recuperar com os macios no primeiro stint e no segundo levaram o carro até ao fim, com pouco mais por que lutar. Foi a equipa que menos se deu bem com o ar rarefeito da Cidade do México.

Daniel Ricciardo assinou uma boa prestação. A tentar sair da equipa em beleza, Ricciardo recuperou do 11º posto (fez um mau arranque e andou pelo 13º) e acabou em sétimo, mesmo com uma penalização de dez segundos por uma ultrapassagem falhada a Yuki Tsunoda (penalização exagerada em relação ao que temos visto ultimamente). Ricciardo fez render os pneus médios e colocou os macios que se revelaram mais duradouros do que o esperado e com isso teve uma ponta final muito forte que lhe valeu o sétimo. Lando Norris começou de médios, mas calçou duros no segundo stint e pagou por isso. As primeiras voltas foram lentas e demorou a recuperar posições. Quando conseguiu colocar temperatura nos pneus, recuperou bem e chegou aos pontos em mais uma boa operação da McLaren, comparativamente à Alpine.

Esteban Ocon foi o único piloto da Alpine a ver a bandeira de xadrez, depois de mais uma desistência de Fernando Alonso. Ocon fez uma corrida positiva, mas Alonso estava a ser um dos melhores. Infelizmente o azar voltou a abater-se sobre o espanhol e a sua unidade motriz claudicou perto do fim, quando já vinha a perder muitas posições. Merecia mais, mas destaca-se pela atitude competitiva. Mesmo com 41 anos, quer mais e não desiste. A Alpine voltou a perder pontos para a McLaren e poderá pagar por isso no final.

Valtteri Bottas foi décimo, numa boa prestação do finlandês. Esperava-se um pouco mais, tendo largado de sexto, mas caiu para oitavo logo no arranque e o melhor ritmo da concorrência ditou o resto. Zhou Guanyu acabou fora dos pontos, mas fez uma corrida interessante, com um par de manobras vistosas. Pierre Gasly foi 11º e voltou a ter problemas de travões, mas deu o que tinha e notou-se que o stint final foi feito com o coração. Recuperou posições e ficou à porta dos pontos. Tsunoda tentava chegar aos pontos, mas a luta com Ricciardo não lhe sorriu com mais uma desistência.

Alex Albon voltou a fazer uma boa corrida. Não teve o melhor arranque e caiu para 19º, mas conseguiu recuperar até ao 12º, andando mesmo a bater na porta dos pontos. Mais uma boa prestação de Albon de quem se espera muito em 2023, se a Williams tiver um bom carro. Já Nicholas Latifi… fez o costume.

Os Aston Martin, depois do brilharete de Austin, desiludiram e terminaram com a série de 3 corridas consecutivas nos pontos. Ainda tentaram recuperar, mas a falta de ritmo dos carros verdes foi por demais evidente.

Por fim os Haas, que à imagem da maioria dos carros equipados com motores Ferrari, passou ao lado da corrida, sem grandes motivos de destaque. Mick Schumacher perdeu muitas posições nas primeiras voltas, mas foi-se mantendo à frente de Kevin Magnussen que largou do fim com a penalização aplicada. 

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