No AutoSport, quando se começou a perceber que a pandemia de coronavírus estava para durar, já em abril, falámos com Paulo Pinheiro, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, que logo revelou que a ‘sua’ pista estava preparada para receber corridas. A pista tinha desde há algum tempo grau 1 da FIA, portanto podia receber a F1, e na altura Paulo Pinheiro disse-nos que uma corrida em Portugal seria “uma opção remota, mas não impossível, já que pode haver essa necessidade”.
Nessa altura, sabemos agora, já tinha sido despoletado por si e Ni Amorim a ‘semente’ perante a Liberty e a FIA, e restava deixar nascer e crescer. Ainda nessa altura, Paulo Pinheiro dizia: “temos provavelmente a melhor situação da Europa para ter uma corrida, porque também temos muitos hotéis disponíveis, uma pista fantástica, disponível, com várias combinações. As nossas instalações são tão grandes que não existe o problema do distanciamento social. As instalações são de grande dimensão, com 60.000 metros quadrados de área de construção no seu interior. A sua dimensão permitiria e facilitaria as medidas de distanciamento social e permitiria também que as motorhomes das equipas, televisão e restauração dispusessem de espaço adequado para funcionar”, disse.
O tempo passou, como se sabe agora, as coisas correram bem para o lado português, mas mesmo sabendo há algum tempo que era quase certa a vinda da F1 a Portugal, demorou a haver confirmação oficial. E Paulo Pinheiro explicou porquê: “A Liberty Media tem contratos com 21 Grandes Prémios e como imaginam cancelar um corrida terá responsabilidades para quem cancela e quem viu a sua prova cancelada, por vezes há questões contratuais que nos ultrapassam e sobre as quais não temos qualquer tipo de controlo, pelo que tivemos que ficar à espera que todas essas questões pudessem ser ultrapassadas para que a nossa corrida pudesse ser anunciada”.









