GP da Bélgica: Os cinco melhores
Depois da pausa de verão, a F1 regressou a um dos melhores palcos do ano. Spa Francorchamps não desiludiu e nem a chuva atrapalhou, ao contrário do ano passado em que equipas e pilotos enfrentaram uma meteorologia inclemente. É tempo agora de escolher os cinco melhores pilotos do GP da Bélgica, com vários candidatos a esta lista:
Max Verstappen
Fenomenal. Soberbo. Imbatível. Se faltaram adjetivos para a recuperação fantástica de Lewis Hamilton em Interlagos no ano passado, apesar de ter o melhor carro, temos de fazer igual vénia a Max Verstappen. Foi sempre dos mais rápidos e ficou no ar a sensação de que poderia lutar pela vitória mesmo largando do meio do pelotão. Ninguém imaginava que a luta fosse tão fácil. Passou pelo pelotão como faca quente em manteiga, assumiu a liderança e nunca mais foi incomodado. Intratável na gestão da corrida, tirou partido do RB18, que se está a tornar numa máquina impressionante. Já na qualificação tinha feito o melhor tempo logo à primeira tentativa, quase sem esforço. O título fez-lhe bem, está muito mais maduro, com um talento cada vez mais apurado. O título de 2022 parece uma inevitabilidade.
Pierre Gasly
A corrida começou da pior forma, com um problema elétrico que o obrigou a largar da via das boxes. O francês não atirou a toalha ao chão e conseguiu uma recuperação excelente na sua 100ª corrida na F1. Uma exibição ao nível do que nos habituou nas duas últimas épocas, com a ajuda da equipa que orquestrou bem a estratégia para esta corrida. Uma prestação para a Alpine tirar notas.
Fernando Alonso
Alonso é… Alonso. Um dos melhores de sempre, mesmo que os números não o justifiquem. Um talento ímpar que lhe permite fazer grandes exibições de forma regular. Em Spa voltou a fazer uma grande corrida, com um excelente ritmo e nas lutas roda com roda mostrou a qualidade habitual. Alonso é um predestinado e apenas as más escolhas na carreira o impediram de ter mais títulos até agora. Falou-se muito da questão das declarações no rádio sobre Lewis Hamilton depois do incidente entre ambos. Mas a emoção e a adrenalina falam mais alto naquela altura e fazer um caso disso é desnecessário, bastando ver a postura do espanhol na flash interview final para perceber que foi no calor do momento, algo que todos os pilotos fazem.
George Russell
É o “abono de família” da Mercedes. Os Flechas de Prata tiveram um fim de semana complicado, mas Russell voltou a garantir um top 5, com uma excelente corrida, dando luta aos Ferrari, o que parecia altamente improvável olhando ao ritmo apresentado na sexta e no sábado. Valeu Russell na conquista de mais pontos preciosos depois do acidente de Lewis Hamilton. Quando tiver um carro para lutar pelo título será um caso sério.
Alex Albon
Alex Albon fez magia e o seu Williams, que saiu da garagem com dois metros de largura, ficou ainda mais largo nas mãos do tailandês. Largou de sexto e fez um mau arranque, mas não saiu do top 10 e esteve na luta até ao fim, aproveitando a velocidade de ponta do seu FW44 para se manter nos pontos. Grande prestação de Albon, mais uma, e a prova de que o seu lugar é na F1 e que ainda tem muito para dar.




