GP Austrália F1: Os cinco melhores
Não faltaram motivos de destaque no fim de semana de Melbourne. Albert Park viu a nova F1 a dar novamente um grande espetáculo e os fãs viram o que de melhor se faz no desporto motorizado. Escolhemos cinco destaques para este fim de semana. Para nós, estes foram os cinco melhores:
# Charles Leclerc
Só deu Leclerc no GP da Austrália. Terá sido a melhor exibição de Leclerc na F1? Provavelmente. Terá sido a exibição que confirmou Leclerc como candidato ao título? Sem dúvida. Apesar de chegar a uma pista onde habitualmente se dava mal e do começo do fim de semana não ter sido o melhor, Leclerc aproveitou todo o potencial da sua máquina e carimbou um fim de semana quase perfeito. O seu primeiro Grand Slam é a prova disso. Liderou a corrida da luz verde à bandeira, fez uma gestão criteriosa dos ritmos da corrida e dos seus pneus e esteve sempre longe de problemas. A Red Bull não teve argumentos para a Ferrari, mas Leclerc fez uma exibição de encher o olho. A vantagem que já tem para os adversários diretos é considerável e os fãs da Ferrari começam a ver que o sonho é real e que a Scuderia está de volta ao topo. Leclerc espantou desde que se sentou no Alfa Romeo em 2018. O potencial que evidenciou na altura mostrou-se em todo o seu esplendor em Melbourne. Nota máxima para Charles.
# George Russell
Quem seguiu a sua carreira nas fórmula de acesso à F1 não teve problemas em entender que Russell seria um caso sério. E se dúvidas existissem, o britânico tratou de as dissipar na Williams, com desempenhos tremendos e no GP de Sakhir quando a vitória esteve ali tão perto, não fosse o azar perseguir o #63. Agora, finalmente piloto da Mercedes, encontrou um cenário diferente. A equipa já não é a força maior da grelha, os engenheiros tentam encontrar soluções para um carro que não é ainda competitivo e do outro lado tem Lewis Hamilton que dispensa apresentações. Na primeira corrida terá acusado o nervosismo mas em Jidá e Melbourne, vimos o Russell que esperávamos. Inteligente em pista, postura irrepreensível, ritmo e velocidade. Russell tem tudo para ser um campeão. Não tem a irreverência de Lando Norris, a agressividade de Max Verstappen, ou a velocidade pura de Leclerc, mas é talvez o piloto mais completo da nova geração. Para já não acusa a pressão de ser colega de um heptacampeão do mundo e mostra que está na Mercedes para deixar a sua marca. Teve a sorte do seu lado em Melbourne e o Safety Car entrou no momento certo. Mas o que podia fazer, fez sempre bem.
# Alex Albon
Os feitos de Albon no seu primeiro ano na F1 foram praticamente esquecidos, diluindo-se nas prestações cinzentas no seu segundo ano na Red Bull. As críticas ao tailandês multiplicaram-se e alguns olhavam para ele como mais um jovem sem talento para a F1. Em Melbourne, Albon deu a primeira prova aos que desconfiavam do seu talento. Fez um stint impressionante com os pneus duros, atacou durante toda a corrida e fez render uma estratégia louca que o obrigou a para na penúltima volta. Conseguiu um ponto, mas mais que isso, provou à equipa que apesar de Russell ter sido importante, ele também pode ter o mesmo papel. Latifi está a milhas e não podemos esquecer que Albon esteve um ano afastado da F1, competindo no DTM para se manter em forma. Mas como vimos com Kevin Magnussen, estar em forma para a F1 dá muito trabalho. Albon volta a ter o destaque que o seu talento merece e vai ter tempo agora para limar certas arestas sem a sombra de Verstappen. Esteve brilhante em Melbourne.
# McLaren
A McLaren, à imagem da Mercedes, fez muito com pouco. Não tem um carro competitivo, precisa de melhorar ainda muito e os engenheiros ainda vão ganhar muitos cabelos brancos à procura de soluções para aproximar a McLaren do topo. Mas o que a equipa fez em Melbourne é o que se espera de uma equipa de topo… Maximizar a performance e aproveitar as oportunidade. A McLaren continua muito forte nas paragens nas boxes (o que antes era um ponto fraco), geriu bem a corrida, com boa estratégia e apresentou um ritmo bom, melhor que o esperado. A qualidade dos pilotos fez o resto. É provável que vejamos a McLaren a sofrer noutro tipo de pistas, com curvas mais lentas, mas a equipa continua a dar provas que está cada vez mais perto do nível que pretende. Agora “só” falta ter carro para isso.
# Fernando Alonso
Se houvesse prémio para o piloto mais azarado do fim de semana, Alonso seria sem dúvida o premiado. Estava a fazer uma volta espetacular quando o sistema hidráulico do seu Alpine falhou. Na corrida, o espanhol voltou a mostrar a sua qualidade mas a estratégia não foi a melhor e assim que colocou os pneus médios, ficou a perder, com a degradação a revelar-se superior ao esperado. Para a história fica um 17º lugar, mas Alonso merecia muito mais por mostrou ritmo para terminar, no mínimo, no top 5. A sorte realmente anda afastada do espanhol, mas com um talento assim, é difícil não tirar o chapéu ao #14. Está em forma e pode dar que falar… assim o carro o permita.
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Fast Turtle
11 Abril, 2022 at 20:09
Fernando foi azarado ou procurou?