GP Austrália F1: Os avanços e recuos da FIA quanto ao “straight mode” em Melbourne
A FIA recuou na decisão de eliminar uma das zonas de ativação do “straight mode” no Grande Prémio da Austrália, depois de receber críticas por parte das equipas da F1. A alteração estava inicialmente prevista para entrar em vigor antes do terceiro treino livre, mas acabou por ser suspensa após nova análise.
A nova geração de carros de Fórmula 1 introduzida em 2026 utiliza aerodinâmica ativa, permitindo reduzir o ângulo das asas dianteira e traseira em determinadas retas. Esta solução tem como objectivo melhorar a eficiência energética dos novos motores híbridos, que dependem fortemente da gestão da bateria e da recuperação de energia.
No circuito de Albert Park foram inicialmente definidas cinco zonas de ativação desse sistema, incluindo o sector entre as curvas 8 e 9. No entanto, alguns pilotos alertaram durante a reunião de sexta-feira para o facto de a redução de carga aerodinâmica nesse troço — que inclui uma secção curva a alta velocidade — poder tornar os carros difíceis de controlar, sobretudo em situações de tráfego.
Stunning views at every turn in Melbourne 🏙️❤️#F1 #AusGP pic.twitter.com/kkvEYG8wsK
— Formula 1 (@F1) March 6, 2026
Perante essas preocupações, a FIA decidiu inicialmente remover essa zona de ativação antes das sessões de sábado. Contudo, após protestos de várias equipas e nova análise dos dados, a entidade acabou por reverter a decisão, mantendo o circuito inalterado para o terceiro treino livre enquanto prossegue a avaliação da situação.
O caso surgiu porque os monolugares do atual regulamento apresentam soluções aerodinâmicas diferentes, o que faz com que cada carro perca níveis distintos de carga aerodinâmica quando o “straight mode” é ativado. Segundo a FIA, apenas após as primeiras sessões de treino foi possível perceber que alguns carros estavam perto do limite de estabilidade naquele sector.
A situação poderá repetir-se noutros circuitos do calendário de 2026 que apresentam zonas semelhantes. A federação admite que, no futuro, poderão ser introduzidos critérios mais claros para limitar a perda mínima de carga aerodinâmica ou reduzir o comprimento das zonas de ativação.
O diretor técnico de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, explicou que a preocupação inicial esteve relacionada com a segurança:
“Em alguns circuitos estas zonas são verdadeiramente retas, mas em três ou quatro pistas — incluindo Melbourne — passam por secções bastante curvas. Alguns pilotos manifestaram preocupação com o facto de a carga aerodinâmica nessa zona ser demasiado baixa. Como a segurança é sempre a nossa prioridade, decidimos, após analisar os dados, retirar a quarta zona de ‘straight mode’ em Melbourne.”
Tombazis reconheceu também que a medida poderia prejudicar algumas equipas:
“Algumas equipas podem argumentar que esta decisão penaliza quem teve isso em conta na preparação, e é verdade. Mas atuámos com base na segurança e não tínhamos critérios suficientemente robustos para tratar os carros de forma diferente.”
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