Desde os primeiros testes de pré-temporada que a Ferrari deu bons sinais e a expectativa era que pudessem regressar às vitórias e lutar pelos campeonatos. Os desempenhos nas primeiras corridas de 2022 comprovaram isso, mas depois de alguns erros, da equipa e dos pilotos, de falta de fiabilidade e resultados menos bem conseguidos – numa fase em que Red Bull, e depois Mercedes, desenvolveram bem os seus monolugares – a equipa italiana terminou a época a lutar pelos segundos lugares do campeonato de pilotos e construtores.
Em Abu Dhabi, Charles Leclerc bateu Sergio Pérez, encontrando-se em igualdade pontual com o piloto da Red Bull antes de começar a corrida, e garantiu o vice-campeonato, assim como a Ferrari consolidou o segundo posto entre os construtores, terminando à frente da Mercedes.
“Foi importante terminar bem a época. Este fim de semana ambos os pilotos tiveram um bom desempenho. Segundo no campeonato de pilotos e segundo nos construtores é a realização de uma época inteira, é o balanço de toda a época”, assegurou Mattia Binotto, responsável da Scuderia Ferrari. “Acho que ninguém esperava que a Ferrari estivesse tão forte no inicio [da época] depois das temporadas de 2020 e 2021”.
Mattia Binotto admitiu que houve “alguns altos e baixos durante a época, mas conseguimos ser competitivos e esse era o objetivo. Vencer é um passo acima. Ainda há muito a aprender e retirar daqui, sabemos disso, mas vamos trabalhar para o desafio do próximo ano”.
Binotto foi claro na entrevista quando questionado sobre quais foram os pontos fortes e fracos da equipa, esclarecendo que ainda há muito caminho para a equipa percorrer. “O nosso ponto forte foi ficarmos unidos, mesmo quando estávamos em situações complicadas tentamos reagir. O ponto fraco é que há ainda muito para aprender em todas as áreas – pit stops, estratégia, entre outras – e mesmo com o carro, temos de reforçar a fiabilidade e torná-lo mais rápido. Em pista temos um bom carro para a qualificação, mas não para a corrida”.
O responsável da Ferrari não quer colocar as expectativas muito altas para 2023 “porque podem ser erradas. No entanto, garante que a equipa fará os possíveis para que assim aconteça, sabendo de antemão que “há uma diferença” para a Red Bull “que precisamos de encurtar”. Essa será a ambição da Ferrari em 2023, diz Binotto, não comprometendo-se com o que não pode prometer agora.











Boa resposta para calar alguma gente “especializada”
LoL… esse tipo de resposta pode ser classificado como “polish the turd”… não cala toda a gente… só os que o “comem”… Este ano, que foi o melhor da época Binotto, ainda está atrás dos últimos 2 antes de Binotto (2017 e 2018)… O que eu não estava mesmo à espera era de … perder a competitividade toda ao longo da época e as “boxes” meterem os pés pelas mãos em quase todas as corridas… Desde o dia 10 de Julho que a Ferrari não ganha uma corrida… e entretanto passaram 11 GP… PS – mas o 2020 é fan… Ler mais »
Acho que o Binotto tem razão, claro que houve erros da equipa em alguns grandes prémios e dos próprios pilotos e houve algumas falhas na fiabilidade dos motores, e isso tem de ser o principal foco no inverno para corrigir para dar ao leclerc e ao sainz um carro fiável mas rápido, com um motor que parece ser o mais potente do grid atualmente! O salto de desempenho que a Ferrari deu de 2021 para 2022 foi bastante significativo, foi mesmo gigante, com ajuda dos novos regulamentos do efeito de solo é verdade, mas fizemos um bom trabalho, foi o… Ler mais »
Dar luta não! Torná-los…. Já chega!…
Sim esteve fortíssima, só perdiam 0.7s por volta para a RB. lol Ui, que poderoooooosa. hahahaha
Já o disse e volto a repetir: um bom técnico não é, forçosamente, um bom líder. Conheci, na minha vida profissional, vários casos desses. No que toca à Ferrari, acho que o maior problema tem sido na estratégia, apesar de a corrida de ontem me desmentir.
É positivo que o Binotto reconheça os pontos fracos, falta agir de forma a corrigir esses pontos, se tiver de substituir alguém (e acho que sim) deve fazê-lo sem medo.