Fórmula 1: Martin Whitmarsh de regresso
Martin Whitmarsh, que esteve ligado à McLaren durante 25 anos, chegando até a substituir Ron Dennis como chefe de equipa de Fórmula 1, abandonou o cargo em 2014, mas quatro anos depois, está de regresso à F1, a convite da FIA para uma função importante que pode definir parte do futuro da modalidade. O britânico trabalhará como consultor para a implementação do teto orçamental, um tema já antigo, mas que nunca saiu do papel.
A vontade dos responsáveis da F1 é colocar um travão ao gasto das equipas grandes e para isso foi pensado que um teto orçamental seria a solução ideal. A solução nunca agradou às equipas grandes e levou até à saída de Max Mosley da FIA, ele que era um defensor da ideia.
Com a chegada da Liberty, muita coisa já mudou e irá ainda mudar e a ideia do teto orçamental voltou a ser falada com seriedade. As equipas mais pequenas defendem que esta medida poderia equilibrar a competição, com as equipas grandes a estarem impedidas de gastar rios de dinheiro para compensar a falta de competitividade. As equipas grandes, que não têm problemas em arranjar dinheiro e querem continuar a vencer, estão obviamente contra a ideia.
Como em tudo na F1, chegar a um consenso nesta matéria será muito difícil e a decisão de chamar Martin Whitmarsh como consultor, ele que foi uma das vozes que defendia a introdução de um mecanismo de controlo de custos, é acertada. Resta saber que proposta será feita às equipas e se estas vão ter abertura suficiente para a aceitar.
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João Pereira
18 Janeiro, 2018 at 17:45
Oh Fábio, Então! Todos sabemos que Mr. Mosley saiu por causa de uma “festarola” num hotel com umas raparigas bem jeitosas vestidas com pouco cabedal e chapéus e insígnias nazis.
O tal Mr. Mosley fez essa coisa do tecto orçamental de 40 milhões, numa guerra pessoal com o Don Montezemolo, que até levou a Cosworth a fazer um motor V8 2.4 low cost (que provavelmente até ajudou a pagar algumas festarolas nazis), e 4 equipas novas: USF1, Hispânia, LOtus e Virgin, e todos sabemos que essas equipas se destinavam a garantir 26 carros em pista (13 equipas).
– USF1 nunca existiu porque nem sequer os 300.000,00 para a inscrição conseguiu (foi o Bernie que os pagou).
– Hispânia mudou rapidamente para HRT, e ainda envolveu o aldrabão (eu não devia chamar estes nomes ás pessoas porque o Sr. Abreu pode banir-me) do Colin Kolles, e mais uma ou duas intervenções financeiras do Bernie, para pagar á Dallara o suficiente para eles libertarem as peças que estavam retidas por falta de pagamento.
– Lotus, que foi a única a ter uma fábrica (que está à venda por 40.000.000,00 e ninguém a compra), ficou logo envolvida em controvérsia com o nome, que acabou por ter que mudar para Caterham, e também foi com “os porcos”, apesar de começar por apostar em pilotos profissionais, a sua falência deverá ter algo a ver com os problemas com companhias aéreas da Malásia, que acabaram por sufocar Tony Ferandes.
– Virgin, um investimento de Mr. Branson, que contratou um engenheiro (Nick Wirth) que achava que podia conceber um F1 sem recorrer ao túnel de vento. No fim do primeiro ano, o tal Mr. Branson vendeu logo uma parte da equipa por 40.000.000,00, ficou com o investimento pago, no segundo ano, e sem investir mais, vendeu o resto por mais 40.000.000,00 que foram lucro, para além de dizer que as suas Virgins (companhia aérea e produtora musical) tiveram um retorno de 40.000.000,00 cada uma, para além de todos sabermos que o homem ainda se divertiu à grande durante dois anos. Todos sabemos que esta equipa acabou por ser a Manor que faliu na pré-temporada de 2017.
Algumas equipas que recebem bónus histórico da FOM, já recebem mais que 40.000.000,00, são todos construtores e só a Ferrari recebe o maior bolo com 100.000.000,00.
As equipas são empresas que devem ser lucrativas, e vendem o espaço publicitário nos seus carros, fatos e capacetes dos pilotos e até nos camiões a quem pagar mais, e voltando à Ferrari (já sei que vou apanhar com os tifosi), a Marlboro paga 150.000.000,00USD por ano, e nem tem o seu nome nos carros.
Todas estas empresas, porque são isso mesmo, têm funcionários que têm famílias delas dependem.
– Tendo em consideração tudo (que é muito pouco) que já expus acima, como é que se controla o orçamento das equipas?
– Limitando o seu investimento?
– limitando o seu negócio para que não possam ser lucrativas?
– Como é que o Sr. Fábio pode dizer que uma qualquer decisão no sentido de controlo de custos é acertada?
– Por acaso acha que alguém vai fazer uma empresa, sabendo que vai ter o seu investimento e logo os seus lucros controlados?
– Por acaso acredita que a FIA e a FOM vão baixar os seus lucros de forma a tornar a F1 mais acessível aos fans?
Mil e uma perguntas que eu poderia fazer, até alguém me conseguir explicar porque raio é que essa coisa do controlo de custos, não passa de uma utopia, ou até de mera demagogia política, mas este meu texto já vai muito longo, oh se vai!
Fica aqui o desafio ao Autosport, ao senhor Fábio Mendes e ao senhor Abreu, para apresentarem um artigo, ou uma crónica fundamentada, ou pelo menos que apresente argumentos lógicos para dizerem que os custos controlados na F1 são algo viável, e depois então dizerem que a contratação de Martin Whitmarsh é uma decisão acertada, e já agora que trará melhores resultados para a competitividade e estatuto da F1.