Finalmente a resposta que todos ansiavam: os comissários da FIA negaram o pedido da Mercedes para revisão do incidente na curva 4, entre Lewis Hamilton e Max Verstappen durante o GP do Brasil, tendo como justificação que as novas provas apresentadas pela equipa requerente, as imagens onboard do carro #33 de Verstappen, não são significativas.
Pode ler-se no comunicado de 4 páginas da FIA, que “os comissários não se sentam passivamente durante uma corrida e não o fizeram neste caso. Quando o Diretor da Corrida pediu a opinião dos comissários e declarou que a mesma seria ‘NOTED’ [analisada] nos ecrãs de cronometragem, já estavam a olhar para as imagens disponíveis. A subsequente decisão discricionária dos comissários de não proceder a uma investigação formal é o equivalente de ‘Play-On’ [deixarem competir] de outros desportos de competição automóvel”.
Ao ler o comunicado completo, ficamos a saber que a Mercedes argumentou que as imagens onboard do carro de Verstappen podiam ser utilizadas conforme foram utilizadas na Áustria em 2020 para penalizar Lewis Hamilton, para além de compararem a volta anterior com a volta do incidente no Brasil. “No exemplo pertinente apresentado pelo Concorrente da Áustria em 2020, nenhuma das filmagens disponíveis e vistas no momento da decisão, mostrava uma bandeira amarela visível para o piloto (Lewis Hamilton.) No entanto, as novas imagens 360°, anteriormente indisponíveis, que foram descarregadas no dia seguinte, mostraram claramente que a bandeira amarela era visível do carro e o piloto foi penalizado por não abrandar. Nesse caso, as imagens alteraram absolutamente a decisão dos comissários e foram, portanto, significativas. Durante a audiência, o concorrente pediu que, se os comissários não estivessem convencidos do significado das imagens, fosse dada a oportunidade de apresentar a sua opinião a esse respeito. Após a parte inicial da audiência, os comissários deram ao Concorrente a oportunidade de o fazer, havendo precedentes para tal. As imagens anteriormente indisponíveis foram reproduzidas, e o Concorrente também apresentou as imagens numa comparação lado a lado com a volta anterior. Como acima referido, os comissários têm muitas vezes de tomar uma decisão rapidamente e sobre um conjunto limitado de informações. Na altura da decisão, os comissários sentiram que tinham informação suficiente para tomar uma decisão, que posteriormente se alinhou amplamente com os comentários imediatos pós corrida de ambos os pilotos envolvidos. Se tivessem considerado que o vídeo da câmara frontal do carro 33 era crucial para tomar uma decisão, teriam simplesmente colocado o incidente sob investigação – a ser investigado após a corrida – e tomado uma decisão depois de este vídeo estar disponível. Não viram necessidade de o fazer”. O documento explica ainda que, “a posição do Concorrente é que estas novas imagens fornecem informação suficiente para que os Comissários cheguem a uma conclusão completamente diferente da que tinham anteriormente. Contudo, os comissários determinam que as imagens não mostram nada de excecional que seja particularmente diferente dos outros ângulos que estavam à sua disposição na altura, ou que alteram particularmente a sua decisão que se baseava nas imagens originalmente disponíveis. Ao contrário do caso da Áustria de 2020, na opinião dos Comissários, não há nada nas imagens que altere fundamentalmente os factos. Nem sequer, isto mostra nada que não tenha sido considerado pelos comissários na altura. Assim, os comissários determinam que as imagens, aqui, não são “Significativas”.
Sendo assim, “os comissários consideram, a seu critério exclusivo, que: Com as reservas levantadas acima, a decisão está sujeita ao Direito de Revisão; Que a Filmagem é Nova; Que a Filmagem não estava disponível para o Concorrente na altura da decisão sujeita à petição; Que a Filmagem é Relevante; mas que a Filmagem não é Significativa.












Como era de esperar
Concordo que não seja aberta a investigação. As imagens não acrescentam nada ao que era visível com as câmaras exteriores e ia abrir um precedente muito difícil de gerir.
(Isto não quer dizer que concorde com o facto de o Verstappen não ter sequer sido investigado logo na altura – são 2 coisas distintas.)
O precedente de não terem penalizado o Verstappen é que é perigoso. Qual vai ser a posição da FIA quando um piloto ziguezaguear em reta para evitar ser ultrapassado ou defender a sua posição para além dos limites da pista???
O ziguezaguear foi sancionado com uma bandeira branca e preta. Se o voltasse a fazer, a seguinte era diferente. Quanto ao incidente em causa, pessoalmente considero tb o Max culpado e acho que devia ter sido penalizado, mas é só a minha opinião. O colégio de comissários desportivos não achou e a evidência adicional não acrescenta nada. Siga para a frente! Não podemos ter casos na F1 a eternizarem-se. Bem ou mal decidido está decido. Se se abrisse esta porta de apelo, nunca mais teríamos decisões, à conta de pretensos novos elementos. A bem do desporto acho melhor que tenha… Ler mais »
Imperou o bom senso!
Como se houvesse dúvidas…
Bom foi saber que o Hamilton não é bobo de cair na armadilha do Dick Vigarista!!!
Esta decisão ainda é pior.
Poderiam ter aceite o pedido de revisão e decidido:
– manter o já decidido, o que comunicaria a todos os pilotos que poderiam fazer o mesmo.
– alterar a decisão, repreender o Verstappen e lançar aviso aos demais para situações futuras.
Assim os Comissários não entram em contradição entre eles e deixam aberta a porta para mais situações destas e variância do sentido de decisões sobre incidentes futuros idênticos
Eles não estão em contradição, até estão a ser muito coerentes, o Max está acima da lei, como tal para o Max nada, para os outros tudo. As leis não foram feitas para o Max como se prova, foram feitas para proteger o Max dos outros pilotos, esta palhaçada só vai parar quando ele provocar um acidente grave, até lá vão tentando levá-lo ao colo até ao titulo.
Um acidente grave como aquele em Silverstone?
INOFERREIRA = BADALHOCO
Não dou mais palha a burros
Está decidido fica a anotação e jurisprudência a espera de eventuais situações futuras.
Muitíssimo bem decidido! Agora deixem de ser queixinhas e siga…
Cumprimentos
Bem, ao menos agora sabemos que Hamilton pode empurrar Max para fora sem haver consequências. Depois não chorem e se ponham com queixinhas durante semanas a dizer que foi para o hospital e outras dramatizações.