A Aston Martin apresentou em Barcelona um monolugar altamente modificado em relação às cinco provas anteriores. A equipa de Silverstone optou por um caminho de desenvolvimento que alterou visualmente, e espera-se que tenha efeitos em pista, o AMR22, que se assemelha ao Red Bull RB18 e por isso foi apelidado de ‘Green Red Bull’, recordando quando o Racing Point RP20 tinha peças copiadas do Mercedes W10 e ficou conhecido por ‘Pink Mercedes’.
Desta vez, a FIA fez uma visita à fábrica da equipa para averiguar a legalidade do pacote de atualizações, naquilo que foi designado pelo órgão federativo de “verificação de rotina de legalidade pré-evento”. Depois de ter recebido os ficheiros CAD para os componentes individuais como tem de acontecer no caso das atualizações, a FIA visitou as instalações da Aston Martin durante esta semana para averiguar se houve alguma troca não autorizada de informações entre equipas. Em causa estavam a ida de sete engenheiros que pertenciam à Red Bull para a equipa de Lawrence Stroll no ano passado, principalmente Dan Fallows.
A Aston Martin negou essa possibilidade e avançou que tinha já a “versão B” do seu monolugar planeada quando Dan Fallows começou a trabalhar na equipa, em abril deste ano.
“Se tivéssemos iniciado o programa [de atualizações] após a primeira corrida, nunca teríamos conseguido colocar duas versões B em Barcelona”, argumentou Andy Green, o diretor técnico da Aston Martin, citado pelo Auto Motor und Sport.
O conceito, que a equipa afirma ser menos propenso ao ‘porpoising’, foi pensado há muito tempo e Green salientou que “o chassis teve que ser construído para acomodar dois sistemas de refrigeração diferentes. Se não tivéssemos feito isso, seria impossível mudar para a nova geometria dos flancos.”
A equipa terá conseguido provar à FIA que não houve qualquer ilegalidade e como tal, o pacote de atualizações foi montado no chassis e já esteve em pista em Barcelona.











