Fórmula 1 2022: Tudo sobre os testes de pré-temporada em Barcelona

Por a 21 Fevereiro 2022 16:15

Mais uma época de Fórmula 1 está prestes a arrancar, com os testes de pré-temporada em Barcelona esta semana e no Bahrein em março. Mas a próxima época não é como outra qualquer. Resultado de alterações aos regulamentos, veremos em 2022 uma nova geração de monolugares e possivelmente, diferenças mais curtas entre as equipas.

Como já havíamos adiantado, os 3 dias de testes em Barcelona (de 23 a 25 de fevereiro) não serão transmitidos em direto pela TV nem disponibilizado live timing para os adeptos, sendo apenas divulgados os melhores tempo no final do dia. Os fãs também não terão acesso às bancadas do circuito catalão. No teste que terá como palco a pista catalã, apenas serão permitidos um número reduzido de jornalistas e nenhuma equipa de filmagem terá acesso. Recordamos que o Circuito Barcelona-Catalunha vai receber o GP de Espanha pelo menos até 2026, depois de um novo acordo com a FOM ter sido assinado no final do ano passado.

Nos restantes 3 dias no Bahrein (10 a 12 de março), os fãs já poderão ver os novos monolugares de 2022 pela transmissão em direto e será permitida a entrada de público, mas apenas nos 2 últimos dias da sessão. Assim, os primeiros fãs a ver ao vivo as máquinas deste ano no circuito, só o poderão fazer a 11 de março.

Primeira saída em Barcelona

No teste de Barcelona, a pista estará aberta em cada dia a partir das 8 horas até às 17 horas de Portugal Continental, com um intervalo de almoço de uma hora, que pode ser eliminada para compensar o tempo de pista perdido devido a bandeiras vermelhas ou más condições meteorológicas.

Como descrito acima, vai-se saber pouco sobre o que se vai passando no traçado catalão nos 3 dias de testes.

Entretanto 4 equipas já confirmaram quando os pilotos estarão aos comandos dos novos carro em Barcelona, como se pode confirmar na imagem seguinte.

O que nos trazem os novos regulamentos?

Se tivermos de resumir os novos regulamentos, podemos dizer que se tratará de monolugares de F1 simplificados. A nova aerodinâmica foi pensada para promover corridas melhores e mais lutas em pista. Isso implicou uma simplificação da aerodinâmica dos carros e daí o aspeto mais “limpo”. A asa dianteira, peça fundamental na aerodinâmica (direciona o ar para as zonas pretendidas, além de criar apoio aerodinâmico) foi simplificada, as superfícies do carro são agora desprovidas de pequenas asas de controlo de fluxo de ar. Para compensar, os carros terão fundos planos pensados para aproveitar o “efeito solo” e que produz muito menos ar sujo para quem vem em perseguição.

Segundo as simulações feitas, os carros da geração anterior (até 2021) perdiam entre 35% a 47% de apoio aerodinâmico, dependendo da distância a que estavam do carro da frente. Com os novos carros as perdas passaram de 4% a 18%. Haverá também alguma perda de performance, mas os últimos dados das equipas revelaram que a diferenças não serão assim tão vincadas, pelo que se espera um aumento nos tempos por volta, mas não tanto quanto inicialmente esperado e diz-se que os tempos deverão apenas cair meio segundo por volta.

Porquê mudar?

O grande problema da F1 é que os engenheiros das equipas fazem um trabalho tremendo a encontrar soluções que permitam extrair mais performance dos carros. Uma das formas mais “simples” de o fazer é graças à aerodinâmica. O mundo dos fluxos laminares, dos vórtices e das pressões negativas evolui a um ritmo tremendo e as equipas encontram sempre forma de otimizar o apoio aerodinâmico que os carros produzem. Mas isso cria ar sujo que prejudica as corridas. Os carros são pensados para “cortar” o ar de certa forma e direcionar o ar para certas zonas do carro. Mas quando se persegue um adversário, o ar que se encontra pela frente está “desorganizado” e com isso as asas e derivas não conseguem ser tão eficazes. O resultado é uma inevitável perda de performance (os carros deslizam mais, ficam mais difíceis de controlar, essa instabilidade faz os pneus deslizarem no asfalto, provocando um sobreaquecimento que diminui a longevidade e aderência das borrachas). Brawn e a sua equipa, liderada por Pat Symonds (ambos de saída em 2022) tiverem de encontrar um compromisso que permitisse diminuir o ar sujo provocado pelos carros, num conceito novo mas que se adequasse à nova realidade de gastos controlados. E assim surgiram os novos regulamentos, primeiramente pensados para 2021, mas por força da pandemia, adiados para 2022 (podem ler mais AQUI).

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Um comentário

  1. GUILHERME Rodrigues

    21 Fevereiro, 2022 at 18:58

    Hierarquia F1 2022, com base nos carros apresentados e das análises técnicas de Gary Anderson e de Mark Hughes:
    1º Mercedes, pacesetters
    2º Scuderia Ferrari, +0.15s
    3º Red Bull Honda, +0.47s
    4º Alpine Renault, +0.58s
    5º Mclaren Mercedes, +0.83s
    6º Alpha Tauri Honda, +0.88s
    7º Aston Martin, +1.49s
    8º Williams Mercedes, +1.80s
    9º Alfa Romeo Ferrari, +2.16s
    10º Haas Ferrari, +2.51s

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