O regresso da Fórmula 1 a Suzuka acabou marcada pela chuva e por uma corrida, espécie sprint, que demorou a começar e surgiram muitas críticas à disciplina e à FIA. No entanto, bons momentos e houve celebração da conquista do bicampeonato de Max Verstappen. Estas foram as 10 lições que aprendemos do GP do Japão.
Red Bull e Max Verstappen combinam muito bem
Foi pena alguns acontecimentos do GP do Japão ofuscarem as celebrações do bicampeonato de Max Verstappen, mas a verdade é que foi merecido e, como disse Charles Leclerc logo após a corrida, seria uma questão de tempo até que o neerlandês fechasse as contas do título. Com um RB18 bem afinado, depois das primeiras provas ter mostrado algumas fraquezas, Verstappen foi o melhor piloto dentro de pista, com uma equipa que comprovou ser de alto rendimento.
Lacunas no regulamento não beneficiam a F1
Não é caso único, mas as regras que regem a Fórmula 1, quer sejam técnicas, financeiras ou desportivas, têm sempre lacunas, que obviamente são aproveitadas pelas equipas. Até o regulamento técnico, pensado por alguns dos melhores ‘cérebros’ que a F1 contratou e delineado com as equipas durante anos, tinha uma pequena lacuna que a Aston Martin usou e que a partir de 2023 será revisto.
Assim é difícil explicar o que se passa aos espectadores e, mesmo que não seja verdade, envolve a disciplina num manto de suspeição sobre quem é quem é ou não beneficiado. Só prejudica, nunca beneficiará a competição.
McLaren e Alpine são principais animadoras do que resto do campeonato
Fechadas as contas do título, falta perceber quem termina no segundo posto, mas a atenção está centrada na discussão do quarto posto do campeonato de construtores entre a Alpine e McLaren. Tem sido um ‘toma lá dá cá’ entre as duas estruturas que vão animar o que resta do campeonato. Terminada a ronda japonesa, a vantagem é da Alpine, mas até quando?
Público japonês torna o espetáculo ainda melhor
Suzuka tem história de decidir campeonatos e de relações tensas entre pilotos, mas o público japonês já nos habituou às mais incríveis formas de apoiar os ídolos do volante. E no regresso da Fórmula 1 a Suzuka não mudou nada. São um espetáculo dentro de outro espetáculo, tal como aconteceu noutros circuitos. É preciso manter isso na Fórmula 1.
Gestão de corrida da FIA continua a falhar
Apesar de um reforço de pessoas e meios anunciados pela FIA, a gestão das corridas têm sofrido críticas. No Japão, desde a grua que entrou em pista em condições de fraca visibilidade até algumas manobras que não foram vistas na transmissão mas que aconteceram, são apontadas como falhas. Independentemente de quem está no direção de prova, têm sido criticas atrás de críticas de um sistema que devia passar em claro para quem vê as corridas.
Mercado perto de estar fechado
Durante o GP do Japão duas das quatro equipas que ainda não tinham confirmado os seus pilotos para 2023 fizeram-no. Alpine e AlphaTauri têm esse assunto já resolvido e faltam apenas a Haas e Williams, apesar da equipa norte-americana ter dado sinais de querer manter Mick Schumacher. Também Daniel Ricciardo confirmou que não será piloto principal de nenhuma equipa no próximo ano, preferindo concentrar-se em arranjar um melhor posto para 2024.
Pontos para todos os pilotos a tempo inteiro
Chegou finalmente a corrida em que Nicholas Latifi se juntou ao lote dos restantes pilotos a tempo inteiro. O canadiano pontuou numa das mais confusas corridas do ano, só podia ser assim. Parece não ir a tempo de conseguir manter-se na grelha em 2023, mas ainda assim é nota de registo.
Alfa Romeo dá esperanças à Aston Martin
Um ponto foi o que somou a Alfa Romeo nos últimos nove Grande Prémios. Um sinal preocupante para os suíços, ainda para mais com a Aston Martin a conquistar 29 pontos no mesmo espaço temporal. Foram 8 em Suzuka, dando continuidade aos 12 de Singapura. As duas equipas estão separadas por 7 pontos, ainda com vantagem para a Alfa Romeo, mas tendo em conta a primeira metade da época, quando a estrutura de Silverstone estava em maus lençóis, tem sido uma fantástica fase final de temporada. Vamos ver se ainda vão a tempo, e se a Alfa Romeo não responde, da conquista do sexto posto entre os construtores.
Lance Stroll surpreende à chuva
Um arranque fenomenal de Lance Stroll na corrida japonesa em condições muito traiçoeiras. O piloto canadiano encontrou espaço entre o muro e os adversários para subir do 18º posto ao décimo primeiro, entretanto com as paragens depois do reinício baixou uma posição e ficou arredado da possível luta pelo último ponto. Stroll tem sido capaz de comprovar estar à vontade a conduzir à chuva, não sendo a primeira vez que consegue fazer render essa sua capacidade.
Mercedes ainda sem vencer
A equipa de Brackley continua com algumas dificuldades em conseguir chegar à Red Bull e Ferrari. Além disso, responsáveis da equipa têm vindo a afirmar que o problema do ‘bouncing’ não foi único e parece cada vez mais, que o W13 ‘nasceu’ mal. Se o conceito for mantido para 2023 será uma surpresa, mas também pode ser uma má notícia se alterarem fortemente a filosofia do carro.
No Japão foram apanhados pela rapidez em reta do Alpine e até ao fim da temporada será difícil aproximarem-se da Ferrari, pelo menos.











