O paddock da Fórmula 1 foi recentemente abalado por fortes rumores que ligam Christian Horner, o histórico ex-chefe de equipa da Red Bull Racing, à gigante automóvel chinesa BYD (Build Your Dreams).
Após a sua saída surpresa da Red Bull em julho de 2025, o período de gardening leave (cláusula de não-concorrência) de Horner expirou formalmente em maio de 2026, deixando o britânico totalmente livre para negociar o seu regresso ao ativo.
As especulações ganharam contornos de enorme seriedade após o dirigente ter sido visto no Festival de Cinema de Cannes em duas reuniões consecutivas com Stella Li, a poderosa Vice-Presidente Executiva da BYD. Os rumores que circulam nos bastidores dividem-se essencialmente em dois cenários estratégicos:
A criação de uma 12ª Equipa na grelha
O cenário mais ambicioso aponta para que Horner utilize a sua vasta experiência para liderar e estruturar um projeto do zero, fazendo entrar a BYD na Fórmula 1 como uma equipa de fábrica oficial. A vaga seria a 12ª do campeonato, seguindo o exemplo da Cadillac, que se estreou este ano como a 11ª estrutura.
A BYD aproveitaria o “know-how” político e organizacional de Horner para gerir o complexo processo de Expression of Interest junto da FIA.
A compra ou parceria com uma estrutura existente
Como a criação de uma equipa totalmente nova enfrenta a resistência das atuais ‘garagens’ devido à divisão do bolo financeiro, o plano B que corre nos bastidores envolve a aquisição de uma estrutura já estabelecida.
Os alvos mais falados no paddock incluem a Alpine, com quem Horner tem tentado ativamente adquirir a participação de 24% da equipa (atualmente detida pela Otro Capital) através de um consórcio financeiro, embora enfrente a concorrência da Mercedes.
Haas ou Racing Bulls são vistas como alternativas viáveis caso a BYD decida contornar as burocracias de uma nova inscrição e comprar uma operação que esteja a correr.
O que dizem os ‘observadores’?
Ao contrário de outras especulações de bastidores, este dossier ganhou uma tração invulgar devido às reações públicas dos envolvidos, a começar logo pela confirmação da BYD. Stella Li quebrou o silêncio e admitiu abertamente à imprensa internacional (La Gazzetta dello Sport e Sport Mediaset) que a F1 está na agenda da marca. “É uma oportunidade que estamos a considerar seriamente. Seria um excelente campo de treino para testar as nossas tecnologias”, afirmou a executiva, piscando o olho às regras de motores que dão primazia à eletrificação e combustíveis sustentáveis.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, já apadrinhou publicamente a ideia: “Se um construtor chinês estivesse interessado, tenho a certeza de que a FOM aceitaria. Além disso, por que não haveria mais receitas com uma nova equipa da China? Acho decididamente que sim”. Embora Horner continue a manter as suas opções em aberto — trabalhando temporariamente como consultor da Oakley Capital —, a união entre a sua fome de “assuntos inacabados” na F1 e o músculo financeiro da maior fabricante de elétricos do mundo promete agitar o tabuleiro político da categoria.










