F1: Vice Presidente da Ferrari deixa críticas

Por a 1 Março 2021 10:45

Piero Ferrari, vice presidente da Ferrari deixou críticas à F1 e à forma como a competição esconde certos pormenores.

A F1 é a competição motorizada mais evoluída tecnologicamente, onde se gastam milhões para encontrar soluções inovadoras. Mas essa tecnologia nem sempre é vista em todo o seu esplendor segundo Piero Ferrari:

“Recentemente falei sobre isso com Bernie Ecclestone com quem ocasionalmente falo ao telefone, a Fórmula 1 deve ser um desporto que deve oferecer um espetáculo que entretém os entusiastas”, disse ele à Motorsport.com. “Temos monolugares muito rápidos com tecnologia muito avançada. No entanto, ninguém sabe disso. Algumas ideias são cobertas por patentes. Mas gastamos quantidades assustadoras de dinheiro e depois mantemos tudo em segredo. Qual é o objetivo? Com os efeitos da pandemia, só se pode seguir F1 na televisão. Temos os monolugares mais rápidos da história, mas as imagens que recebemos da televisão não podem dar as sensações que se obtém quando se está na pista. O que as pessoas e os fãs obtêm é algo diferente.”

“Estes são carros de F1 que ultrapassam os 330 km/h, mas ao vê-los na TV não se tem a sensação de uma velocidade diferente em comparação com uma corrida de Fórmula 2. Não sou contra a investigação tecnológica, muito pelo contrário”.

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7 comentários

  1. Pity

    1 Março, 2021 at 11:27

    Será que este senhor pensa que os adeptos da F1 vão todos aos circuitos? Ou que só os que vão aos circuitos são adeptos? Arrisco dizer que 90% dos adeptos só viram F1 na TV e, nem por isso, deixam de ser adeptos.
    Claro que o público faz falta, é parte do espectáculo, mas não é determinante (excepto para a parte económica).

  2. Lisboa

    1 Março, 2021 at 12:39

    Fui à procura da entrevista original pois sei que muito se perde nas “traduções”, mas não a encontrei, até porque queria ler a parte do;

    – “Algumas ideias são cobertas por patentes. Mas gastamos quantidades assustadoras de dinheiro e depois mantemos tudo em segredo. Qual é o objetivo?”.

    É que eu, ao ler isto, da forma como foi traduzido, dá-me a sensação que o sr. Ferrari quer que todas as equipas exponham o que desenvolvem, é isto? Li bem?

    Se sim, ele vai devolver os 100 milhões de dólares à McLaren pela mesma ter ficheiros da Ferrari?

    Velha arrogância italiana, “Quando sou o melhor, escondo, quando não o sou, faço batota, quando não consigo, copio, quando não posso, choro”. Aprendeu com o pai.

    • jo baue

      1 Março, 2021 at 15:34

      Lisboa, uma dica para encontrares a entrevista: certo que a F1 é dos ingleses e para os ingleses, mas se saíres lá das ilhas – e leva a palavra “motorsport.com” – encontras vida.
      E só por muita ignorancia saloia é que se pode enxovalhar o Piero Ferrari , que está e esteve sempre acima dos conflitos quotidianos das corridas. Ele apenas quis dizer que, sem prejuízo do sigilo devido por conhecimentos patenteados , ao menos deviam divulgar, dar a conhecer os conceitos e não esses segredos técnicos; e que não faz sentido a F1 no presente gastar cifras astronómicas (por obra e graça da mercedes, opiniao pessoal) para construir os carros mais rápidos de sempre quando os adeptos a começar pelos q a veem só pela TV não têm noçao se vão a mais ou menos 20 ou 30 km/h.
      Essa da mclaren é boa. E quantas centenas de milhoes é que a a mcladren não beneficiou do que roubou – estamos a falar de espionagem industrial e sabotagem – à ferrari?! Quanto não valem as ideias e projectos da Ferrar, o que i estudou, pesquisou , desenvolveu, que tem um custo em tempo e dinheiro, e que o trafulha do Ron Denis pode copiar para o seu carro de 2018 que venceu o mundial, em vez de como er justo ser irradiado para sempre das competições?!

      • Lisboa

        1 Março, 2021 at 16:04

        Repito o que já tinha dito no meu comentário inicial….

        Procurei a entrevista no site anunciado pelo AS e não encontrei nada.

        Por isso, aguardo a sua contribuição para aqui colocar o link. Obrigado desde já.

        Em relação à McLaren e ao spygate de 2007, foi o próprio Domingos Piedade, que dez parte do painel de investigação da FIA à altura dos eventos, que numa entrevista à Sport Tv, explicou o porquê da McLaren ter sido multada e que informações usou.
        Eu lembro-me na íntegra da entrevista e das explicações dadas e em momento algum se falou de carros ou de desenvolvimento dos mesmos.

        E sim, vou criticar o Pierre Ferrari, como irei criticar um pai ou um filho meu, porque NINGUÉM está livre de críticas.

        A minha experiência diz-me, que as virgens/beatas ofendidas são SEMPRE as mais pecaminosas.

        Ele que faça como o pai, que crie um Indycar, para obrigar a FIA a fazer o que a Ferrari quer.

        Mas pronto, aguardo as suas constantes críticas a tudo e mais alguma coisa (só os outros é que não as podem fazer) e o link da entrevista que eu não encontro.

  3. Car

    1 Março, 2021 at 12:46

    Quem viu o filme “O Aviador” do Scorsese lembra-se que Hughes gastou uma fortuna à espera de nuvens no céu para que os espectadores tivessem a noção da velocidade dos aviões. Aqui é algo semelhante. Com os actuais circuitos, técnicas de filmagem utilizadas e apresentação final de imagens não é possível ter uma boa referência para apreciar a velocidade destas máquinas e pilotos fantásticos.

  4. Frenando_Afondo™

    1 Março, 2021 at 19:38

    Já é assim desde sempre, eu lembro-me quando era puto os monolugares não pareciam nada rápidos em alguns circuitos, mas noutros (como o Mónaco) pareciam/parecem foguetes. É tudo uma questão de perspectiva.

    Sobre “esconder” as coisas com patentes, não percebi muito bem, a F1 tem feito bastante para explicar a actual tecnologia e a sua importância para a indústria o desenvolvimento de novas formas de propulsão bem menos poluentes.
    Não percebi muito bem que o Sr. Ferrari espera, quer que as tecnologias em quais as equipas gastam milhões sejam “open-source”, é isso?

    Mas olha, aqui está algo que a própria Ferrari deveria dar o exemplo, em vez de andar a fazer acordos secretos com a FIA. Ou a tentar esconder com sacos de gelo.

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