F1: Toto Wolff, diz que novos carros poderão chegar ao 400km/h mas…

Por a 18 Dezembro 2025 12:05

Toto Wolff voltou a defender a ideia de que os monolugares da Fórmula 1 previstos para 2026 poderão, em teoria, atingir velocidades próximas dos 400 km/h nas retas, numa afirmação que gerou surpresa quando foi avançada pela primeira vez. O responsável da Mercedes procurou agora contextualizar essa possibilidade à luz do novo regulamento técnico.

A afirmação surge num momento em que a Fórmula 1 se prepara para a maior revolução regulamentar das últimas décadas, com um aumento significativo da componente elétrica das unidades de potência. Wolff recorda que, embora o recorde de velocidade numa prova moderna da F1 seja de 378 km/h — registado por Valtteri Bottas em Baku, em 2016 —, os novos carros terão mais energia elétrica disponível, o que abre espaço para valores ainda mais elevados.

No entanto, o diretor da Mercedes sublinha que essa velocidade máxima só seria alcançável num cenário muito específico: utilizando toda a potência disponível de uma só vez. Tal opção teria um custo evidente, uma vez que a energia se esgotaria rapidamente, comprometendo o desempenho nas retas seguintes.

“Sentia que era preciso dar um pouco de impulso mediático a este motor, porque as pessoas estavam a desvalorizá-lo e trata-se de um conjunto tecnológico extraordinário” disse Wolff ao podcast Beyond The Grid. “Se juntarmos tudo, poderíamos chegar aos 400 km/h, ou talvez até ultrapassá-los, mas, obviamente, ficaríamos sem energia para a reta seguinte e depois já não seríamos suficientemente rápidos”.

Hywel Thomas, diretor da Mercedes High Performance Powertrains, reforçou esta leitura, explicando que o comportamento dos carros no início das retas deverá ser comparável ao atual, apesar das alterações profundas no conceito do motor. A ausência de um sistema elétrico no turbocompressor poderá introduzir algum atraso de resposta, que será compensado pela entrega de energia elétrica. Ainda assim, a gestão energética obrigará a reduzir a potência mais cedo ao longo da reta, devido às limitações de carga disponível.

“Penso que o desempenho no arranque será muito, muito semelhante ao de hoje. Temos um turbocompressor que já não tem um motor elétrico acoplado, pelo que pode haver algum atraso na resposta do turbo. Vamos compensar esse atraso com a energia elétrica, potencialmente. Portanto, penso que, em termos de arranque, o desempenho será épico em comparação com o que temos hoje. Mas sabemos que começaremos a reduzir a potência mais cedo na reta porque não temos energia elétrica suficiente para a utilizar sempre.”

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