F1: “Sebastian Vettel tinha muito de Michael Schumacher”
Não é segredo que Sebastian Vettel tinha como ídolo Michael Schumacher. Mas essa admiração talvez tenha trazido frutos para o tetra campeão.
Embora fora de pista pareça ser alguém acessível e bem disposta, Vettel não dispensa uma abordagem bem germânica ao trabalho, tal como fazia Schumacher, que talvez tenha sido inspiração também nestes pormenores. A dedicação e o profissionalismo têm pautado a carreira do #5, algo relembrado por Mario Theissen, ex- chefe da BMW, casa que abriu as portas da F1 a Vettel:
“Ainda jovem, ele era extremamente maduro. Ele estava claramente à frente dos outros em termos de profissionalismo e foco ”, disse Theissen ao podcast Starting Grid. “Ele preparou-se, praticou outros desportos e seu programa de condicionamento físico também estava acima de todos os outros. Ele não estava interessado em mais nada, ele colocou alma e coração no seu objetivo e isso foi absolutamente impressionante. “
Ele acrescentou: “Não estou mais perto dele agora do que costumava estar.
“Mas o caráter de uma pessoa não muda. Tenho certeza de que o profissionalismo também não mudou. Ele tem muito do que vi numa geração antes, em Michael Schumacher.”
Theissen também revelou que Vettel acordava muito cedo antes do início das corridas nas categorias de iniciação e nos testes, sempre com um caderno com ele. “Era para que da próxima vez que ele fosse para a pista, ele soubesse exatamente o que precisava fazer”, disse Theissen.
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mariojscosta
8 Abril, 2020 at 21:28
https://www.grandepremio.com.br/f1/noticias/fia-diz-que-ferrari-impede-que-detalhes-do-acordo-sobre-motores-sejam-revelados
Speedway
9 Abril, 2020 at 10:59
O Vettell e o Schumacher tem pontos comuns.Vem de meios sociais relativamente baixos, tem um temperamento algo emocional e pouco alemão no sentido tradicional e tiveram e têm carreiras extraórdinárias. O Vettell sempre foi visto como o sucessor dele na Alemanha e na Ferrari. Pessoalmente acho que o nivel dos pilotos hoje é algo superior ao nível dos pilotos no tempo do Schumacher,mas é apenas uma opinião pessoal.
First Row
9 Abril, 2020 at 15:56
O Vettel é um excelente piloto e tudo aquilo que se disse em 2019 sobre ele foi duríssimo. Não é o meu favorito, gosto mais do Hamilton mas é uma figura de proa importante na F1 pelo seu talento, rapidez e experiência. De resto o que falta à F1 de hoje são nomes sonantes ou pelo menos uma maior estabilidade na entrada de novos nomes. Leclerc tem condições de se estabelecer, Verstappen tambem entre outros mas não é por uma má época que se vai crucificar e afugentar os melhores nomes da F1 como sucedeu com Hulkenberg por exemplo. E outras situações como Ricciardo a sair da RB para meter gaslys e albons em seguida assim como a nódoa kvyat, grojean a andar jogado e por isso mesmo a desapontar, Alonso a ser crucificado quando foi a McLaren que fez travessia no deserto e de novo Vettel a quem muitos caíram em cima. A história da F1 mostra bem em parcerias mais longas de equipas com duplas que há sempre uma época onde as coisas correm menos bem a um ou a outro mas no passado isso não era motivo para rescisões e críticas abruptas. O que venho vendo na F1 é a produção de lendas sem tempo para as idolatrar. Uma lenda tem de ficar na F1 entre 10 a 15 anos mesmo que não ininterruptamente. Casos de Hakkinen, Prost, Alesi, Berger, Lauda, Piquet, Rosberg filho, Webber, Burton, Patrese Fisichella, Trulli, tudo bons nomes embora nem todos campeões
Frenando_Afondo™
9 Abril, 2020 at 20:52
A Vettel falta maturidade emocional, coisa que Schumacher tinha um pouco mais (embora de vez em quando demonstrou também ceder, gostando muito de dar empurrões aos adversários). A grande diferença entre Schumacher e Vettel está também nos mind-games. Vettel parece ser o tipo de gajo que não gosta de criar conflitos, descontraído q.b, apenas fervendo se lhe pisam os calos. Já Schumacher tudo era jogos mentais, queria ter a equipa a trabalhar para ele, fazia de tudo para pressionar o companheiro de equipa para que este tivesse sempre com a mosca atrás da orelha, veja-se o que Rosberg disse num dos seus podcasts, contando um episódio durante uma qualificação, em que Schumacher foi à única casa-de-banho da garagem da Mercedes e fechou-se lá, com Rosberg a bater à porta pore star “à rasca”. Schumacher só saiu quando faltavam 3 minutos, obrigando Nico a ter de urinar num balde que havia num canto.
Isso e sempre dando o ar de que Rosberg “não existia”.