F1, Robert Kubica: “Podia ter feito melhor mas não fui ajudado”

Por a 15 Janeiro 2020 10:45

A época de regresso de Robert Kubica à F1 não foi fácil e o piloto falou um pouco mais sobre o ano passado.

A relação com a Williams nem sempre foi a melhor e a sucessão de performances abaixo do esperado não ajudou a tarefa do piloto polaco. Apesar das limitações físicas que o obrigam a conduzir ” 70% com a mão esquerda”, Kubica não vê esse problema com o principal fator para a performance apresentada:

“Às vezes queremos fazer as pessoas acreditarem que a Fórmula 1 é simples, mas não é”, disse Kubica ao Autosport.com. “Existem muitos fatores que influenciam muito o resultado final ou os números no cronometro. Um dos fatores que não influenciaram foram as minhas limitações nas curvas de alta velocidade. É verdade que às vezes houve grandes variações, mas também é verdade que, quando não temos aderência, é normal perder mais. Além disso, perdemos mais quando temos duas ou três curvas seguidas do que apenas uma curva, ou uma linha reta.”

“Esse é o facto. Isso é algo em que tenho certeza de que minhas limitações não estão a influenciar a minha performance”.

“Tenho ideia em muitas áreas em que definitivamente poderia melhorar, mas também não fui ajudado”, acrescentou. “Nas circunstâncias em que estávamos, era extremamente importante para mim começar a temporada com uma boa consistência, para que eu pudesse voltar bem. Infelizmente, isso não aconteceu. Houve ocasiões em que eu poderia ter feito melhor e em que estive bem, mas tal foi escondido com alguns fatores externos.”

“Houve ocasiões em que eu definitivamente poderia ter feito melhor, e houve ocasiões em que não ouvi nenhuma resposta ou não tinha ideia do porquê de ter um desempenho abaixo do desejado.”

“Isso é pior, porque, para melhorar, precisamos entender os motivos. Não faz sentido ter um remédio para algo que não está a causar a doença”.

No entanto Kubica não quis usar os pneus, muitas vezes apontados como responsáveis pelo abaixamento de performance, como desculpa para as suas prestações:

“Acho que sou inteligente e bom o suficiente para entender o que devo fazer com os pneus”, acrescentou Kubica. “E ainda assim, não é um piloto que escolhe qual caminho seguir e como os pneus devem operar, ainda é um trabalho em equipa. É claro que, em última análise, é o piloto que está a guiar o carro, mas temos exatamente os mesmos alvos e exatamente as mesmas coisas operacionalmente em relação aos pneus. Vejo que é uma desculpa fácil para uma temporada sem sucesso”.

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O Robert Kubica nunca devia ter tentado o regresso à F1 – pelo menos da maneira como o fez. Só devia ter regressado se fosse numa equipa minimamente competitiva, nunca numa do fundo da classificação. Também não lhe ficou bem inventar desculpas como as dos pneus ou os chassis diferentes. Foi batido por um rookie e viu a sua imagem de piloto rápido e espectacular comprometida, além de ter dado a impressão (pelo menos aos mais atentos) de ter entrado num leilão com o Sergey Sirotkin e ter arrematado o lugar na Williams por ter mais dinheiro. Numa palavra, e… Ler mais »

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