É uma pena ver a Red Bull sem carro para poder, também ela, discutir as corridas no topo da classificação. O que se continua a ver os seus dois pilotos fazer leva-nos a concluir que é uma pena não podermos ter também os homens de Milton Keynes na luta, pois tanto Daniel Ricciardo como Max Verstappen, fazem coisas extraordinárias em pista.
O australiano parecia ter o resultado da sua corrida completamente comprometido, quando um problema no turbo da sua unidade de potência o deixou no último lugar da qualificação. No entanto, o seu tradicional espírito guerreiro veio ao de cima no dia da corrida e com diversas boas ultrapassagens foi ganhando posições sucessivamente até começar a perseguir Hulkenberg. Quando o alemão sentiu problemas no seu V6 turbohíbrido, o piloto da Red Bull não se fez rogado e subiu ao quinto posto, beneficiando ainda dos problemas de Vettel. Mas isto são contingências das corridas e o que se analisa aqui são as prestações dos pilotos quando não têm nada de estranho que os afete.
Antes do começo do fim de semana Ricciardo dizia que a Red Bull podia lutar com a Ferrari em Silverstone, e pelos vistos sabia bem o que estava a dizer. Quanto a Max Verstappen, damos como exemplo a luta que deu aos Ferrari, e também ele já sabemos ser capaz de lutar na frente, se tiver carro.
Christian Horner disse que as coisas não correram como esperado, especialmente nas curvas mais lentas, e coloca a hipótese de Silverstone ter passado a ser uma pista de ‘potência’ quando até aí era de ‘aerodinâmica’, ou seja, os carros agora agarram-se melhor ao chão e por isso é o motor que faz a diferença. Vamos ver o que traz o grande upgrade que a Red Bull tem previsto levar para o GP da Hungria, pois se há corrida boa para a Red Bull vencer, é mesmo em Hungaroring…









