F1, Renault: Em busca do topo

Por a 12 Fevereiro 2019 14:18

A Renault é uma marca de sucesso na F1. Embora tenha saído já algumas vezes da F1 como construtor, a marca francesa está há muitos anos ligada à F1 como fornecedora de motores. E o sucesso tem sido a palavra de ordem.

Como fornecedora de motores, a Renault ajudou à conquista de 12 títulos de construtores e 11 títulos de pilotos. Isto em 37 época (619 GP). Uma estatística muito boa que só tem tendência a melhorar olhando ao pormenor: 168 vitórias, 213 poles, 453 pódios.

Como construtor a história é um pouco diferente. Os franceses estiveram presentes no que se podem considerar três eras: de 78 a 85 em que conseguiram um vice-campeonato, de de 2002 a 2012 com a conquista de dois títulos mundiais e agora a terceira “era” que começou em 2016. São no total 22 épocas, 363 GP com 35 vitórias, 51 poles, 100 pódios e duas dobradinhas. São números mais modestos mas que ainda assim são de destacar.

A entrada na F1 da Renault em 2016 foi de alguma forma surpreendente. Os conflitos com a Red Bull intensificaram-se e os franceses foram espicaçados a voltar à F1 para mostrarem que as suas unidades motrizes podem vencer corridas e campeonatos. A fábrica de Enstone, que foi a sede da Benetton e da Lotus, passou a ter as cores da Renault pela segunda vez. Os primeiros dois anos foram de recuperação mas o investimento da marca foi aumentando, notando-se logo no segundo ano com a contratação de Nico Hulkenberg. O piloto alemão passou a ser o piloto em destaque na equipa, superando facilmente Joylon Palmer e Carlos Sainz também não foi capaz de fazer melhor que o alemão.

A época 2018 tinha como objectivo ficar perto das equipas da frente. O quarto lugar era o alvo e foi conseguido, mas ainda assim foi uma época abaixo do esperado, ainda longe da performance do top3. A unidade motriz continuou a ser um dos problemas e mesmo o chassis não evoluiu como a equipa queria.

Para 2019 os franceses assumiram a vontade de se juntar às equipas da frente e apresenta um carro completamente revisto, quer ao nível do chassis quer ao nível do motor. Depois da fase de renovação quer em Enstone, quer em Viry-Châtillon, onde os motores são preparados, a equipa quer finalmente começar a reduzir a distâncias para as equipas da frente, com o objectivo de lutar pelo título a curto prazo. Mas a equipa não está disposta a entrar em loucuras para atingir o sucesso e tem um orçamento que em nada se compara com o das equipas maiores. A Renault espera que o tecto orçamental venha equilibrar as coisa e não quer investir em demasia agora para depois ser obrigada a desinvestir.

Além da aposta mais forte num carro completamente renovado, também a dupla é nova, com a manutenção óbvia de Hulkenberg e a contratação de Daniel Ricciardo, a grande surpresa de 2019.

A Renault parece ter tudo para ter um 2019 muito bom. A dupla de pilotos é de top e a esperança no novo carro é grande. Não deverão conseguir desafiar as equipas do top 3, mas espera-se que possam lutar por alguns pódios já este ano, dando continuidade ao crescimento dos últimos dois anos, que tem sido positivo, embora abaixo do esperado.

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pedro_speed
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pedro_speed

Num primeira impressão gosto muito deste carro, é bonito, pelo menos para mim.

Espero que o Riciardo consiga alguns pódios este ano. Também seria bom se o Hulkenberg obtivesse o seu 1º pódio na F1, por tudo o que tem feito, já o merece há muito tempo!

Um bem-haja para a Renault.

Eu_não_sou_o_frenando_afondo
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Eu_não_sou_o_frenando_afondo

Só acho estranho ainda nenhum patrocinador (ou a própria renault), não ter usado aquele espaço todo da asa da frente para meter publicidade.

De resto vai na onda do actual, especialmente nos flancos e entradas de ar, bem mais em linha com as equipas da frente.

RogerM
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RogerM

Os monolugares revelados até agora parecem muito conservadores em termos aerodinâmicos. Mas acho que isso poderá ser uma estratégia de “esconder o jogo”, até ao dia de testes. Ai sim, poderemos ver algumas mudanças mais evidentes a nível aerodinâmico.

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